quarta-feira, 31 de maio de 2006
terça-feira, 30 de maio de 2006
Textos de novos colaboradores
ATASC: mais um espaço de participação
A moçada das ATASC (Associação dos Torcedores e Amigos do Santa Cruz) pediu para avisar aos leitores do Blog do Santinha que o site já está no ar (com link aí no menu do lado direito) e que amanhã, quarta-feira, ocorrerá a Assembléia Geral que vai formalizar a posse dos Conselhos diretor e fiscal, além da apresentação dos primeiros projetos da entidade. O objetivo dos integrantes é reunir tricolores dispostos a contribuir com o clube.
A reunião acontecerá às 19h, na rua Muniz Tenório, 81, no bairro da Jaqueira. Quem estiver disposto a conhecer melhor a Associação deve ir à reunião, além de visitar a home-page.
segunda-feira, 29 de maio de 2006
O melhor de Santa 1 x 1 Botafogo
por Inácio França A partida contra o Botafogo não foi só marcada pela ruindade do time e pela burrice de Espinosa. Também teve coisa boa, a exemplo da energia demonstrada pela torcida em dois momentos: antes mesmo do pontapé inicial e logo depois do gol de empate, quando a massa coral resolveu "empurrar" os jogadores. A reação do mago Rosembrick, com suas arrancadas vigorosas e seus dribles, foi de arrepiar. Ele acordou, mas teve que jogar sozinho, coitado. Outra coisa positiva foi o surpreendente futebol do zagueiro Váldson, que tirou tudo por cima, jogou com raça e demonstrou muita qualidade nos desarmes. O gol contra foi o azar, puro azar. Mas o melhor do jogo estava do lado de fora das quatro linhas: a bandeirinha Aline Lopes Lambert arrancou suspiros da torcida coral. Ao entrar em campo, a moça recebeu mais aplausos do que o time. No áspero cimento da arquibancada, o sanfoneiro Chiló (que está de licença da sanfona) ameaçava: "Inácio, eu nunca invadi gramado, mas hoje vou pular o fosso pra pedir a bandeirinha em casamento". Imaginem a cena: o sujeito invade o campo, a polícia corre atrás, os locutores o chamam de irresponsável, todos esperando algum ato de violência. Aí, o invasor se ajoelha aos pés da bandeirinha, os repórteres esticam os microfones e todos escutam o tricolor (no caso, Chiló) se declarar: "...casa comigo. Lá em casa, quem vai apitar o jogo vai ser você". E a TV transmitindo tudo ao vivo. Mas a concorrência era grande demais. Atrás de mim, um sujeito se esgoelava: "Bandeirinha, eu te amo, porra! Eu te amo!" Quando ela marcou uma mão na bola de Zada, o mesmo torcedor percebeu que sua paixão não era correspondida. Aí, ele desabafou gritando "vagabunda! escrota!". Coisas do amor.
Samarone Lima acaba de atualizar a coluna Folha Seca, no site do Diário de Pernambuco: o endereço é www.pernambuco.com/copa/folhaseca
domingo, 28 de maio de 2006
Acabou a paciência
por Inácio França
Oito partidas, três míseros pontos ganhos e um futebol vergonhoso. Acabou a paciência da torcida e do Blog do Santinha.
A obrigação de quem entra em campo com a camisa de um clube é lutar pela vitória, sempre com dedicação e profissionalismo, de preferência com raça.
Não podemos deixar de apontar os incontáveis passes errados de Tiano, a covardia do inútil Val Baiano, a negligência de Zada, a limitação técnica de Júnior Maranhão, Alex Oliveira, Xavier etc etc. Mas eles não são os únicos responsáveis.
Os dirigentes não podem ser poupados. São eles os culpados por essa, digamos, "política" de contratações pautada pelo amadorismo e improviso. Foram eles, com a excessiva centralização de poder e decisões na dupla Zé Neves/Romerito, que afastaram do clube uma meia dúzia de colaboradores e profissionais. Gente com experiência acumulada que hoje se recusa a contribuir apenas com trabalho ou dinheiro, jamais com opinião, nunca com poderes delegados.
O amadorismo do gerenciamento do futebol tricolor fica explícito na permanência do ex-zagueiro em atividade Roberto no elenco do time pelo simples fato dele ser "amigo" do presidente.
Foram esses dirigentes - ilegítimos, por sinal, pois estão à frente do clube graças a uma eleição descaradamente fraudada - que orquestraram uma campanha covarde, indigna, articulando contra o bom técnico Giba alguns radialistas, parte do elenco e a torcida organizada Inferno Coral. São esses dirigentes que, hoje, farão vistas grossas a um treinador que mexeu errado no time não uma, mas duas vezes. E que, na semana que passou, encolheu o time duas vezes em retrancas pífias.
A torcida Inferno Coral, tão ligada ao clã dos Neves, também perdeu a paciência: seus integrantes foram ao estádio fantasiados de palhaços, colocaram faixas de cabeça para baixo e pediram providências em outras negras com letras brancas (fotos acima). No segundo tempo, desistiram de torcer e dispersaram-se. Evidência que, a partir de agora, esses dirigentes irão se isolar ainda mais.
É preciso correr contra o tempo, mas como nada irá mudar no modo de negociar e contratar jogadores, as perspectivas são as piores possíveis. É fácil arriscar um palpipe: Ou cai o clã dos Neves ou cai o time.
Abaixo, algumas frases dos torcedores nas arquibancadas do Arruda durante o jogo contra o Botafogo:
"Ei, Zada, vai tomar no cu" - em coro, depois dele bater o pênalti nas mãos do goleiro.
"A torcida esquece que Zé Neves era o presidente quando o Santa foi rebaixado em 1987. A torcida esquece que Zé Neves e Mirinda eram os diretores de futebol quando fomos lanternas em 2000 e rebaixados em 2001".
"Esse Val Baiano tá roubando o dinheiro da gente. Centroavante que recebe duas bolas sozinho, na grande área, e não sabe o que fazer com a bola, tem que se aposentar".
"Acerta um passe Tiano, só um, pelamordedeus".
"Esse treinador é um imbecil: ele tira Bruno Lança que tava jogando direitinho pra botar Val Baiano, mas deixa o sanguessuga do Zada jogando. Depois, tira Zada e bota Fernando Miguel pra consertar a merda que fez".
"Esse tal de Romerito tava fazendo campanha pra deputado antes da final do campeonato. Quero ver ele ter coragem de pedir voto e botar faixa agora".
Xô satanás!!!
sábado, 27 de maio de 2006
Aviso: Folha Seca atualizada
sexta-feira, 26 de maio de 2006
Apelação
Qualquer apelação vale a pena para que o time ganhe três pontos no próximo domingo. Quem for de reza, que reze; quem for de macumba, que faça seu despacho; quem for de exoterismo, apele para suas runas, tarôs ou coisa do gênero. Hoje, o Blog do Santinha descobriu, por acaso, que a planta "arruda" ajuda a afastar mau-olhado e inveja. Acredito que esse é um caso clássico de inveja por parte de rubro-negros e alvirrubros. Nos recomendaram incensos e folhas de arruda na entrada do estádio do Arruda.
Vamos apelar.
quinta-feira, 25 de maio de 2006
A opinião de quem conhece
A pedidos de muitos leitores do blog, buscamos a opinião do ex-vice-presidente do clube, Édson Nogueira, responsável direto pela montagem do time vencedor de 2005. Fizemos duas perguntas (quais os erros cometidos em 2006? qual seria o rumo certo a ser seguido a partir de agora?), mas Nogueira se esquivou de ambas. Cauteloso, ele sabe que qualquer palavra que disser pode gerar confusão. Disposto a evitar mal-entendidos, ele solicitou que publicássemos textualmente o que nos disse, com o mínimo de cortes ou edição. É exatamente o que fazemos agora:
"Qualquer crítica que se faça hoje é muito cômoda, principalmente se for feita por alguém que está do lado de fora. Fiz as críticas que julgava necessárias no momento em que me afastei do clube, mas foram dirigidas aos métodos administrativos que ele, Romerito, julga serem corretos. E eu, como vice-presidente, tinha que me curvar. Ou seja, critiquei quando o time estava por cima, ganhando tudo na Segunda Divisão".
"A diretoria atual é bastante participativa, dentro daquilo a que se propõe. Não se pode julgar uma administração pelos resultados em campo: estão errados aqueles que fazem isso. É bom lembrar que Romerito não faz gol, Romerito não perde pênalti. Sinto que esse é o momento em que a diretoria mais precisa de apoio dos tricolores. Ainda têm muito jogo pela frente e é possível recuperar esses pontos perdidos".
OBS: O Blog do Santinha também procurou o ex-presidente Rodolfo Aguiar, responsável pelos times do Santa Cruz que conquistaram respeito nacionalmente na década de 1970, mas ele está viajando e só retornará ao Recife no início de junho.
É de fazer chorar
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Comecem a Copa do Mundo, pelo amor de Deus!
terça-feira, 23 de maio de 2006
Zé, o invencível
por Inácio França Saí de casa, caminhei até a estrada do Arraial, a caminho do ponto de ônibus, e parei, pasmo, quando vi uma bandeira tricolor tremulando no alto de um carrinho de caldo-de-cana. O time mal das pernas, o maior rival numa situação bem confortável na Segundona e o sujeito desfilando pela cidade com um bandeirão de três cores. Motivos não faltavam para que eu ficasse na esquina, esperando que o sujeito se aproximasse. Ele chegou e fui direto ao assunto: "Eu quero um caldo, dos grandes, mas também quero fazer uma foto do teu carrinho com a bandeira". É evidente que o tricolor perguntou o porquê, mas a explicação apressada sobre blog e internet não foi muito esclarecedora. Mesmo assim, ele concordou em esperar que eu fosse até meu apartamento e pegasse a máquina digital. Enquanto tomava o caldo-de-cana de 70 centavos, fui conversando com o tricolor. "Nunca tiro a bandeira do carrinho, não. Faça sol, faça chuva, perdendo ou ganhando, é sempre assim. Quando a bandeira fica velha, compro outra ou mando fazer". Quando o questiono sobre o atual momento do time, na lanterna do Brasileirão, ele nem hesita: "E o que é que tem? Tenho essas frescuras não, eu quero é que todo mundo fique sabendo que sou tricolor. Tricolor até morrer!". "Quando o Santinha perde, os outros ficam tirando onda. É a maior resenha, mas eu me garanto. E nos dias do jogo da coisa? Vou vender caldo-de-cana na Abdias de Carvalho, com bandeira e tudo. Os rubro-negros ficam me resenhando, mas eu não tô nem aí". E o pessoal das torcidas organizadas não botam medo? "Que nada! Os maloqueiros da Jovem já vieram tirar onda, mas hoje ninguém mexe mais comigo, não. Tô dizendo: eu me garanto". E ele deve se garantir mesmo: quando pergunto seu nome, ele se esquiva. "Rapaz, bota José, somente Zé. Não bota meu nome todo não, é a maior sujeira". Antes de dar a entrevista por encerrada, Zé explicou que todos os dias sai de 6h da Cidade Universitária e sai pelas ruas do Recife vendendo seu caldo-de-cana. No meio da manhã, segue para a pracinha na frente de uma faculdade particular no Derby, onde se fixa até o final do dia vendendo caldo e bolo-bacia. Autêntico tricolor, Zé é um exemplo a ser seguido nessa má-fase. Ele se garante.
Pra quem ainda não sabe, Inácio França e Samarone estão escrevendo a coluna Folha Seca na página especial sobre Copa do Mundo da versão on-line do Diário de Pernambuco, o Pernambuco.com. O endereço é www.pernambuco.com/copa/folhaseca. A última atualização foi uma crônica de Samarone intitulada "Otimismo demais, cautela de menos".
Na parede da memória: o time de 1929
Em épocas de vacas magras e derrotas fartas, voltamos o olhar para o passado e encontramos nos arquivos do leitor Rodrigo Salgado essa imagem do time que disputou o campeonato estadual de 1929. Na ordem que aparecem na foto: Gatinho, Carlos, Lauro, Sebastião da Virada, Costinha, Miguel, Mateus, Julinho e José Vasquez (em pé); Fernando Amaral, o goleiro Alberto e Bebé (sentados ou agachados).
segunda-feira, 22 de maio de 2006
Domingo no Parque Antártica
por Allan Robert, pernambucano funcionário de uma rede de supermercados em São Paulo.
Gostaria de comentar um pouco sobre minha ida ao Palestra Itália, para ver o Santinha de perto e matar um pouco a saudade. Como no jogo contra a Lusa no ano passado, o ponto de encontro da galera, logicamente só poderia ser em um shopping (é o que mais tem em Sampa...). O shopping West Plaza fica ao lado do estádio, tem um estacionamento muito grande e os torcedores do Porco estacionam por lá. Fui para o jogo com 2 amigos, um torcedor do Santa e outro torcedor do Bahia. Chegamos no shopping às 15:00hs e tava uma movimentação danada de torcedores do Porco, tudo verde. Tentei encontrar a galera em uma das várias praças de alimentação, mas os torcedores corais estavam disfarçados embaixo de blusões de frio, porque tinha uma grande circulação de palmeirenses e também a desconfiança por conta do atentados do PCC. Nos dirigimos em direção ao estádio, porque estava meio que em cima da hora e teríamos de comprar ingressos. Na entrada destinada a torcida do Santa Cruz, 2 fatos curiosos chamaram atenção: O primeiro foi uma mulher, já coroa, que ficou gritando da sua varanda (ao lado da entrada):
" Eu adoro nordestinos, são machos e não esses bichas paulistas..." Um cidadão da federação paulista, ficou gritando para ela parar de gritar essas coisas, porque ele iria desligar o som dela e acabaria a festa no instante. Os caras querem mandar até na casa das pessoas... Quem também chamou a atennção foi um cambista bem simpático, que trocou ingressos por 3 biscoitos(Promoção Tocer faz bem - Nestlé) e estava vendendo por R$ 10,00. O engraçado é que ele vendia os ingressos e entregava um cartão dele, é isso mesmo, o cara é tão organizado que tem um cartão de apresentação, com número de celular, e-mail, etc. Tem o nome: " Disck Ingressos". Vou escanear e mando junto das fotos do jogo(amanhã de manhã, tô sem o cabo USB...). Ao entrar no estádio, me espantei com a péssima posição para assistir o jogo. O final da arquibancada fica já entrando pelas áreas sociais do clube, de frente para as piscinas, horrível pra assistir o jogo. Além do mais, eles colocam uma tela verde na grade que divide as torcidas, para uma torcida não ver a outra. Reencontrei torcedores corais que estiveram presentes nos jogos que eu fui em SP, desde de que cheguei por aqui, em julho/05. O pessoal estava bem animado e tinha muitos torcedores desinformados, alguns estavam perguntando por Carlinhos Bala, Reinaldo, Paulinho e até por Bechara(faz tempo que ele passou no Santa Cruz...). Entendo essa desinformação, pois alguns não possuem recursos para acessar internet, tv a cabo, etc. O JOGO O Palmeiras começou o jogo indo para cima e o Santa pra variar, dormindo em campo. Levamos um gol de cabeça logo no comecinho do jogo. Após o gol, começamos a nos organizar e melhoramos a partida. Rose tentava puxar os contra-ataques e ficou meio órfão de Bala, perdeu a referência para quem tocar a bola. Mas fez uma boa jogada, driblou o zagueiro e soltou uma bomba. Sérgio deu rebote e o estreante Neném marcou o gol de empate, também foi só isso que esse Neném fez de bom... O Palmeiras voltou a pressionar, depois que Bruno Lança foi expulso, após dar um carrinho por trás, totalmente desnecessário, porque o jogador do Palmeiras estava de costas(merece ser multado). Este lance foi bem próximo da onde estávamos. Apesar dessa expulsão, conseguimos nos defender bem, com raça da dupla de zagueiros principalmente. Júnior Maranhão foi bem nos desarmes, devo reconhecer isso. No segundo tempo, levamos um gol perto do final da partida, justo na hora que a torcida começava a vaiar alguns jogadores do Porco. Gilmar, foi escolhido o melhor do jogo pela rádio Transamérica e também em outras rádios que estava ouvindo na volta para casa.
Neném foi escolhido o pior do jogo pelo lado do Santa Cruz e Paulo Bayer pelo Palmeiras.Tirei várias fotos da torcida do Santa no Palestra e lances do jogo(passo amanhã, pois estou sem o cabo USB, emprestei, pegarei amanhã). Fiquei com uma curiosidade no jogo de hoje(várias pessoas do meu lado tb...).Valdir Espinosa esqueceu que tinha direito a substituições?Estávamos com 1 a menos(graças a infantilidade de Bruno Lança, que merece ser multado). Alguns jogadores mortos em campo, como Alex Oliveira, Nenê e Zada.
Ele poderia ter colocado Tiano e Thiago, para tentar armar contra ataques(em velocidade), ou mesmo segurar mais a bola na frente, porque estava um bate volta danado. Poderia ter repetido o que fez contra o Altético-PR, que deu mais velocidade e acendeu o time.Mes ele só mexeu depois de levar o 2º gol, além do mais colocou Elvis...
A torcida até gritou pedindo substituições, mas o banco de reservas estava muito longe. Mas seguimos nossa saga sem vitórias nesse campeonato e a luz de alerta agora é a da lanterna. Vamos ver se os reforços estarão aptos para poder ajudar o time contra o Juventude, que por sinal venceu o Botafogo por 1x0. Mesmo perdendo, já combinei com alguns tricolores para apresentar-se em minha residência às 18:30hs para assistirmos a partida contra o gaúchos do Juventude.
sexta-feira, 19 de maio de 2006
"Eu quero é que o negócio melhore!"
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Almanaque do Futebol: o Blog indica
Eu tinha uns vinte e poucos anos e me considerava o tal porque era repórter da sucursal paulista de Globo. Tinha certeza que escrevia bem. Até que li uma crônica de jogo assinada por Lédio Carmona, da editoria de esportes do jornal. Quando cheguei ao ponto final, compreendi que não escrevia nada e que tinha muito a aprender.
Anos depois, quando eu já tinha me voltado para o Recife, Lédio estava mergulhado até o pescoço no projeto de um jornal exclusivo sobre futebol: o Lance. Foi quando ele me chamou para fazer umas matérias pro jornal, em regime de free-lancer. Fui até a redação, ainda em obras, e finalmente o conheci. Topei a oferta e passei a acreditar que, finalmente, estava aprendendo a escrever.
É por essa razão que o Blog do Santinha orgulhosamente apresenta o Almanaque do Futebol, escrito por Lédio Carmona e Gustavo Poli. O livro, segundo o release que ele mandou, é como "se fosse um estádio que abriga todas as torcidas, o almanaque é mais que um livro sobre essa modalidade que existe há cerca de 150 anos e definitivamente se tornou uma paixão dos brasileiros. Contém dados preciosos e curiosidades sobre o tema, e serve para entreter leitores, torcedores eventuais, ocupar as estantes dos mais aficionados por futebol, e funciona como guia de consulta para conversas de bar e para esclarecer dúvidas sobre fatos e conquistas, lendas e mitos do futebol".
Abaixo um trechinho do livro. Em tempo, o exemplar custa R$ 49,90:
"Que espetáculo é esse, capaz de atrair a atenção de um bilhão de pessoas por noventa minutos? Que mistério é esse, capaz de fazer um sexto da população mundial parar para acompanhar 25 homens correndo em direções desconexas sobre um palco verde com linhas brancas? Por que apenas um desses homens, com uma esfera nos pés, é capaz de hipnotizar a multidão e, a seguir, surpreendê-la? Por que algo tão simples como chutar uma bola modifica vidas, produz riqueza, paralisa países? (…)"
Vai Bala, vem dinheiro e reforços = Deus existe
quarta-feira, 17 de maio de 2006
Folha Seca
terça-feira, 16 de maio de 2006
Dois tricolores, dois textos, dois apelos
segunda-feira, 15 de maio de 2006
domingo, 14 de maio de 2006
Carência de pai
sexta-feira, 12 de maio de 2006
Como não ser um tricolor indelicado no Dia das Mães
Por Samarone Lima Amigo coral, deixe de cinismo, pare de falsidade, não entre nessa de que está preocupado com o Dia das Mães, neste domingo. Você pode disfarçar, pode enrolar a sua esposa, os filhos, até a própria mãe, mas por dentro, lá no coração, você sabe muito bem – o Dia das Mães caiu justamente no domingo, o domingo que o Santinha mais precisa de você! Pior: Dia das Mães, quando o Santa joga em casa contra o Atlético Paranaense! Mais que isso, quando o Santinha pode conquistar a primeira vitória! Não, amigo, não precisa ficar com sentimento de culpa, se sentindo o pior dos filhos, porque toda a família vai estar reunida, babando a velha, dando presentes, e você vai estar somente pensando em um objeto – o relógio, com os ponteiros que caminham a passos largos para as 16h, e você ainda não está nem perto do Arruda.
Antes que você se sinta um verdadeiro canalha, lembro que é preciso muita calma nesta hora. Nada de loucuras. O Blog do Santinha está aqui para isso, para ajudar a massa coral a viver mais feliz. Depois de longas e intensas conversas filosófico-existenciais com o amigo Inácio França (que também tem mãe), consegui levantar algumas estratégias para viver o Dia das Mães sem apertos. Ou: “Como não ser um tricolor indelicado no Dia das Mães”. Estratégia número 1: Não marque almoço fora, em hipótese alguma Amigo coral, não faça a besteira de almoçar fora. Todos os restaurantes vão estar lotados, você vai ficar muito tenso, alino China 48, na Picanha do Futuro, no Guaiamum Gigante, não vai conseguir se concentrar em nada, vai ficar somente olhando para o relógio. Se o ponteiro marcar duas e meia da tarde, você vai ter um ataque dos nervos, vai dar esporro no filho porque ele pediu o guardanapo, vai esculhambar o garçom porque não trouxe a conta, e você vai lembrar que ainda está na metade do almoço. Se você não sabe cozinhar, contrate alguma cozinheira e marque o almoço para o meio dia em ponto, na sua casa, que fica mais fácil encerrar a história. Estratégia número 2: Se vai almoçar fora, antecipe o almoço em uma hora e faça reserva! Isso é fundamental. Se o almoço está marcado para 12h30, puxe para 11h30. Diga que é só por precaução, para garantir um lugar melhor, que vai pegar bem. Você vai ver que esta hora vai fazer a diferença, especialmente quando estiver entrando no Arruda, pontualmente às 16h. Importantíssimo: jamais esqueça de fazer a reserva de uma mesa, de preferência perto da saída do restaurante. Estratégia número 3: Seja o primeiro a chegar no almoço. Sim, nada de vacilar. Se marcaram para o meio dia, chegue 11 horas, já com o presente, e vá fazendo logo pedidos de almoços. Quando os demais irmãos chegarem, fale bem alto – “poxa, pensei que tu não vinha!” Você terá a desculpa de sair mais cedo. Estratégia número 4: Sente ao lado da mãe. Fundamental. Sente ao lado dela. Dê muitos abraços. A melhor regra é o exagero. Estratégia número 5: Não vá com a camisa do Santa! Isso é importantíssimo, amigo coral. Se você for com a camisa, tudo o que fizer vai dar na cara. Você vai estar somente dizendo, em alto e bom som, que está louco para ir embora. “Ele está fazendo essa macaquice toda só para ir ao Arruda”, vai dizer aquele seu irmão-mala, que não gosta de futebol. “Nem no Dia das Mães ele esquece o Santa”, vai lamentar aquele irmã chata, cheia de varizes, que está ficando rancorosa. Lembre que você não pode brigar com os irmãos em hipótese nenhuma!
Estratégia número 6: Dê uma de sonso. Se alguém falar de futebol, você terá que olhar cinicamente para os lados e dizer: “Mas tem futebol hoje? Meu deus, estou mesmo no mundo da lua...” Estratégia número 7: Compre logo o ingresso. A compra dos ingressos, no Arruda, é sempre uma guerra civil. Vá para o almoço com a mãe já levando um ingresso no bolso. Mesmo que tome umas no almoço, você está proibido de ficar mostrando os ingressos, se exibindo à toa. Estratégia número 8: Pela primeira vez na vida, seja um mão aberta. Sim, amigo, quando chegar aquele momento crítico em que você tem que sair de qualquer jeito do restaurante, vá direto ao caixa e pague a conta. Não faz mal gastar um pouquinho a mais, uma vez na vida. Você evita dois problemas graves – o cafezinho e a sobremesa. Só aí, você ganhou 22 minutos. Estratégia número 9: Saia do restaurante lentamente, como se nada estivesse acontecendo. Esse negócio de pagar a conta, entrar no carro, vestir a camisa do Santa, ligar a rádio na AM e sair cantando pneu, como se o Arruda estivesse em Foz do Iguaçu, não funciona. Saia de mansinho, dando tchau a todos. Melhor: antes de entrar no carro, volte até a sua mãe e dê um abraço nela. Só depois, faça as loucuras. Agora, se a sua mãe é tricolor, apaixonada pelo Santa, mande todo mundo se foder, dê um abraço demorado nela, diga “te amo, mãe, obrigado por ter me ensinado a amar o Santinha, ligo para o teu celular na hora do gol”. E se a tua velha responder um “vai nessa, filho, vai torcer pelo nosso Santinha, que esse negócio de almoço no Dia das Mães é a maior caretice”, então, meu amigo, és o filho mais feliz do mundo. Para todas as mães corais, feliz Dia das Mães.
Novos padrões do Santinha!
Da redação do Blog (e era para ser de onde, Pedro Bó?)
Acabamos de fisgar da Coralnet as imagens dos novos padrões do Santa Cruz Futebol Clube. Como tricolor gosta de discutir até o formato e a cor da catraca para entrar no Arruda, optamos por não fazer comentários, deixando aos leitores o espaço para avaliações as mais diversas.
Informamos que o editor Inácio França ainda está mal da virose, e deve ser desfalque para domingo.
quinta-feira, 11 de maio de 2006
Givanildo: do banco para as estantes
Nem só no boteco da esquina se discute futebol
terça-feira, 9 de maio de 2006
Fome de Bola*
Texto: João Valadares/Foto: Rodrigo Lobo
A pátria de chuteiras está descalça. É com os abraços dos magricelas e com os pés no chão duro da favela que o futebol se inventa. A meta, formada por duas latas enferrujadas, é invadida pelo chute sem seriedade. A alegria chega assim. De carrada. Perfeitamente redonda. A periferia reinventa as traves e diminui a distância para o gol. A habilidade que ganha corpo quando a bola começa a conhecer os pés sem chuteiras. Futebol onde o verde não é farto. O punhado de jogadas que desrespeita o limite das quatro linhas. É preciso se alimentar de euforia e lambuzar a boca com o prato de alegria na miséria. Futebol que alimenta o talento frouxo daqueles que se acostumaram a formar dupla de ataque com o vazio. São todos cúmplices da tabelinha de primeira com o imaginário. É no vazio que o futebol se faz. É nele que a bola entra sem bater na porta. Bem no meio de duas canelas finas. O espaço milimetricamente calculado por uma máquina apelidada de intuição. Quando a bola passa tirando fino do nada, nasce o grito de olé. Um berro do desrespeito. O mínimo esforço é o máximo. É aí que o balé dos famintos se apresenta e desnuda sua face de beleza. A fome de bola é daqueles que chutam o mundo de canhota. Nasceram assim. Dando um bicudo na vida e um banho de cuia na objetividade. Pronto. A vida começa a fazer sentido. É um soco no andar correto e um drible da vaca na formalidade. A displicência fundamental. Não me venha com cartão vermelho para embaixadinhas debochadas no meio do campo. Exemplo de homem cordial e solícito é aquele que desdenha do adversário com dribles desrespeitosos em estádio com casa cheia. Para mim este é o verdadeiro gentleman. Um lance em branco e preto. O futebol é contradição. É um lançamento em profundidade para a magreza dos gestos. Força necessária apenas para a bola ultrapassar a risca. Não é jogo para os cretinos fundamentais, a quem se referia Nélson Rodrigues. Nem tão pouco para os idiotas da objetividade. O jogo dos pés se forma no palavrão inocente das crianças desnutridas. Cria-se nos becos onde as bolas se escondem. Na gíria do torcedor mais fanático. Alimenta-se na rede furada e na esperança televisiva. Aqueles onze atrás da bola correm para aliviar o desemprego e a amargura da platéia que abre a boca para bebericar gotas redondas de ilusão. Quem consegue compreender a complexidade de uma pelada pode se considerar um homem de bem. Quem consegue sofrer com a angústia do goleiro, tem um lugar no céu. No par ou ímpar, o time de craques se forma. Os nomes dos ídolos são personificados em gente comum.
Futebol é assim. Paixão primária e sem muita explicação. Futebol é macumba das boas. Saravá.
*O texto do jornalista tricolor João Valadares faz parte da mostra sobre futebol, que o Canal 03 vai participar em três cidades do Nordestes, incluindo Recife. A data e o nome da mostra ainda não foram definidos, mas o Blog do Santinha publica em primeira mão, para saciar nossa fome de beleza.
segunda-feira, 8 de maio de 2006
O que falam de Espinosa
domingo, 7 de maio de 2006
Situação Espinosa
O "novo" treinador do Santa, mais rodado que Fusca 68...
Por Nunes, jornalista esportivo, puto da vida
A diretoria do Santa Cruz, que tanto me surpreendeu positivamente em 2005 e até no início de 2006, deu o seu primeiro passo concreto rumo à segundona. Tirar Giba, depois de ter trazido apenas um jogador solicitado pelo técnico, é além de um erro grosseiro, já que interrompe a seqüência de um trabalho, a transferência de foco do principal problema da equipe: a falta de qualidade técnica. Treinador nenhum dá jeito neste time que está aí. David Coperfield, sim. Mister M, também. O que me irrita e me deixa profundamente pessimista são os motivos que levaram a derrubar Giba. Escutei de pelo menos quatro torcedores diferentes, em locais distintos, na saída do Arruda, no último sábado, a mesma frase: “Giba fica na beira do gramado e não briga com ninguém. Fica tranqüilo, etc”. Foi assim na descida da escada das cabines, no Colosso, vindo do motorista do táxi que peguei... Tudo fruto de uma campanha escrota encabeçada por radialistas como José Silvério e Aldeci Lima e cujo refrão, infelizmente, a maioria dos torcedores tapados repete alienadamente. Quando defendo Giba não o faço por acreditar que se trata do melhor técnico do mundo. Apenas tenho informações que é um cara que saca de futebol, é trabalhador e honesto, qualidades que boa parte dos radialistas detesta. A diretoria foi “emprenhada” literalmente pelo ouvido, como se dar chilique á beira do gramado ganhasse jogo. E como se não bastasse, talvez por indicação de alguma sumidade entendida de futebol como as citadas acima, a diretoria acerta com Valdir Espinosa. Só pode ser uma brincadeira de muito mau gosto pra cima da gente. Além da queda, um coice de mamute. Nota da redação do Blog: Nem sempre os textos aqui publicados refletem, na íntegra, o pensamento dos editores do Blog, até porque os editores também divergem entre si em vários caminhos e descaminhos do Mais Querido. Consideramos de fundamental importância a publicação dos colaboradores, no "calor da hora", para dar o pontapé inicial nas discussões e posicionamentos. Bem, leitores, a bola já está rolando, vamos ao debate.
sábado, 6 de maio de 2006
Santa 1 x 1 Ponte Preta, pela Internet, parte II
Santa x Ponte Preta, pela Internet: ninguém merece! (parte I)
sexta-feira, 5 de maio de 2006
Sanfona Coral série A
quinta-feira, 4 de maio de 2006
Em Peixinhos, um porto seguro para os tricolores
Todos os sete adolescentes, eu disse todos, apontaram em direção a uma rua sem calçamento mais adiante. A rua de barro têm um nome pomposo: avenida Nacional. Há 25 anos esse é o endereço do estabelecimento de José Carlos da Silva, nascido e criado no bairro de Peixinhos.
O bar é simples, cadeiras de plástico e de metal espalhadas na calçada e protegidas da chuva por um enorme toldo branco. A decoração é caótica, misturando pôsteres do Santa Cruz, cartazes de cerveja e calendários. Um botequim como milhares de outros nos bairros pobres do Grande Recife. A diferença está na alegria contagiante de Zé Carlos e de seus filhos que o ajudam no serviço.
O ambiente ideal para uma farra sem quaisquer frescuras. Dois minutos depois de chegar, já estávamos do outro lado do balcão, beliscando os petiscos e dando pitaco na decoração do bar.
"Isso aqui é um reduto dos tricolores de Olinda. Em dia de jogo televisionado vem gente de Peixinhos, Jardim Brasil , Águas Compridas, Caixa D´água, Sítio Novo... parece uma romaria de gente chegando com camisa do Santa", conta Zé Carlos, que exibe com orgulho uma foto sua com o treinador Nereu Pinheiro, feita logo depois do vice-campeonato da Segundona, em 1999.
"Não vou entregar os nomes dos jogadores que já passaram por aqui. Tem uns que ainda estão na ativa e não quero sujar ninguém. Dos ex-jogadores, Luís Neto e Ramón aparecem de vez em quando".
Apesar do nome e da ótima fama, a pintura do local não é preta, branco e vermelha, como poderia se esperar. Zé Carlos explica que a cervejaria que patrocina o estabelecimento mudou a cor da fachada, condição para publicar uma foto numa revista que circula entre donos de boteco pelo País afora. "Mas já estamos providenciando a pintura tricolor de novo. Vai tudo voltar ao normal".
Saímos do bar com a sensação de que, depois de muita busca, encontramos o lugar com o clima ideal para acompanharmos o Santinha nos estádios da primeira divisão. Um lugar com a cara e o jeito do povo, como o Santa Cruz Futebol Clube.
Sete motivos para não ter um bar coral
quarta-feira, 3 de maio de 2006
Psicologia, fé, endomarketing...
Os leitores do Blog já começaram a apelar para a psicologia e para a religião
Futebol não é nada, marketing é tudo (título original) por Coronel Peçonha, advogado e responsável pelo blog www.metiope.blogspot.com O slogan que originou o título dessas minhas aflitas palavras é de um refrigerante (Imagem não é nada, sede é tudo. Obedeça sua sede...) e, aumentando ou não as vendas da bebida, inegável que pelo menos para mim ele funcionou a ponto de eu não esquecê-lo. Não sou publicitário, não sei definir com exatidão o que é marketing, nem sei se o que eu estou defendendo é marketing, mas tenho certeza que marketing é tudo. Deve ser. Marketing, no meu entender, seria o que fez Ronaldo, o Fenômeno, continuar vendendo inúmeras camisas "9" do Barcelona mesmo após sua chegada no Real Madrid, inimigo histórico do time catalão; seria o que faz o Real Madrid ganhar cifras milionárias com a chegada de jogadores como o citado Ronaldo ou o inglês Beckhamn, este o exemplo maior do marketing. Mas uma boa campanha de marketing deve incluir algo de auto-ajuda, de incentivo aos atletas e mesmo de incutir pensamento positivo na torcida. E por que esse "papo cabeça", quando minha cabeça só pensa no Santa Cruz? É que estou defendendo a contratação – urgente! – de uma empresa de marketing de alto astral para o Arruda (o marketing para vender camisas pode ficar para depois!). Sim, pode ser uma empresa, um profissional, um pastor, um padre, um psicólogo (aqui já rola um interesse pessoal, pois sou casado, irmão, primo e cunhado de psicóloga) ou qualquer entidade que possa nos reerguer moralmente, pois estamos no fundo do poço, ou como diria Nelson Rodrigues ou lembrou Samarone, com o "complexo de vira-latas" entranhado no espírito. Alguém ou alguma empresa que prove que nós somos da elite do futebol, que o nosso time tem tradição, que devemos honrar as cores do Santa Cruz, que a torcida não se sinta no lixo, que não julgue sempre o adversário invencível, que não sinta saudades da Segundona!!! E por que defendo isso? Pelo que vejo e pelos nossos antecedentes históricos: 1 – Faltam 35 partidas, enfrentamos dois candidatos ao título do Brasileiro da Série A na casa deles e – para a imprensa, para as demais torcidas pernambucanas e, pior, para grande parte dos tricolores – já estamos rebaixados. Inferioridade entranhada. 2 – Nossa lembrança recente acerca de nossas participações na Primeira Divisão é um último lugar em 2000 e a confirmação do rebaixamento em 2001. Só. Ou melhor, inúmeros insucessos ridículos nas tentativas de voltar à elite (quando éramos desclassificados para sampaio correia, americano/RJ, etc). Derrotismo enraizado. 3 – Ano passado, na Série B, começamos e terminamos o campeonato disputando a liderança (diga-se melhor: tivemos a maior pontuação). E o que se dizia? Cavalo paraguaio. Pior é que pensávamos se seríamos mesmo um cavalo paraguaio. Tanto é que só vencemos o time do grêmio, uma máquina de bater e jogar retrancada, uma só vez, já que o time gaúcho representava a notícia mais concreta de Série A (não pelo time, mas pelo que impunha). Insegurança instalada. 4 – Em 2003, o melhor time da Segunda Divisão foi o palmeiras. Será que alguém se lembra o que ocorreu nas sete, eu disse sete, primeiras rodadas (de 20 e poucas no total)? O time que veio a ser campeão daquele ano estava na zona de rebaixamento!!! E um dos motivos foi que não sabia como se comportar na Série B – quem quiser que discorde disso, mas foi só o palmeiras acordar para isso que sua campanha só fez ascender. Esquecimento da história. 5 – Em 1999, tínhamos um time com "estrelas" no começo do ano. Levamos uma surra de 5x1 para o américa/MG dentro do Arruda, depois um 3x0 para o tunaluso e tudo mudou. Nereu Pinheiro pediu carta branca, mandou muita alma sebosa passear, ficou com a prata da casa e subimos em verdadeiro milagre (na primeira fase, só ganhamos um jogo fora de casa, o último). Milagre, mas assim eu chamo porque o time viajava com dois pastores evangélicos, que faziam pregações antes das partidas. Limpando o ambiente, o grupo assimilou aquelas mensagens positivas e deu no que deu (para quem não se lembra, apenas um detalhe do nosso então valoroso plantel: o lateral esquerdo titular era Wellington, que era lateral direito e que todos nós conhecemos bem). Força latente desprezada. 6 – Por falar em passado recente, entre 1995 e 2001, salvo engano, sempre tivemos recordes de público no país (dois exemplos: em 1998, quase 70 mil contra o volta redonda/RJ, e em 2001, cerca de 27 mil contra o corinthians, quando já estávamos rebaixados). Poder de captação de incentivo inutilizado. 7 – Idem em 1983, quando o Santa Cruz contratou uma psicóloga para o grupo. Fatos positivos não repetidos. 8 – Na derrota para o são paulo, para mim esse nosso complexo apareceu de forma impressionante. Parecia ser pecado fazer gol no "bom moço" Rogério Ceni ou mesmo ser impossível faturar ao menos um ponto do atual campeão mundial. Enquanto isso, o time adversário fazia inúmeras faltas, reclamava o tempo todo, jogou duríssimo, o bom moço puxava a bola para trás, colocando a barreira mais distante sem o árbitro ver, etc. E Carlinhos Bala disse que não tinha sofrido falta na área, um fairplay digno de aplausos e de... gols contra. Até Nosso Senhor usou o chicote nos mercadores do templo e bondade não quer dizer bobagem. 9 – E quem disse que Primeira Divisão é só toque de bola bonitinho? É corre-corre, tranco forte, disputa ríspida, igualzinho àquelas partidas de finais de semanas em campos de várzea, com a diferença, é claro, da parte técnica. Vale chamar o juiz de FDP, simular com inteligência (e não com pavonices), dizer que não cometeu falta, suar a camisa e tudo mais. Não sabemos onde estamos. Podem até me dizer que o Real Madrid está em crise, que seu futebol não está mostrando resultados, etc e etc, o que invalidaria essa minha tese; ledo engano! O marketing – ou seja lá o que eu estou querendo – não imuniza o time de futebol, ainda que possa vaciná-lo temporariamente. Mas duvido que não traga a torcida de volta e com o coração aberto (não racional e pessimista, como tem sido), que não faça o time entrar em campo com a consciência de suas limitações mas com a gana da superação, tudo gerando um ciclo positivo para o Santa Cruz Futebol Clube. Duvido que cada um dos torcedores do time espanhol do Real não vá aos estádios com a certeza da vitória! Por isso, após limpar os maus fluidos no Arruda, voltem os pastores de Jonas Alvarenga, tragam Paulo Coelho, Lair Ribeiro, contratem Duda Mendonça, Marcos Valério, enfim, Diretoria do Mais Querido, faça alguma coisa pela nossa estima, que está tão baixa, até já aceitando que bom mesmo é disputar as divisões inferiores (e comemorar vitória contra o pato branco, expressinho da vila, folha d’água, etc), entrando em campo de cabeça baixa e pedindo desculpas por tentar vencer. Uma empresa de marketing, por exemplo, já teria gerado um fato novo no Arruda após a derrota para o são paulo, para afastar a pressão e esquecer o lamentável fato. Wanderley Luxemburgo fez isso no campeonato estadual, quando o santos perdeu para o são paulo (dizendo que tinha sido paquerado pelo árbitro), tirou o foco do plantel e sagrou-se campeão após 19 anos, com um elenco bem inferior ao desejado por ele. Pensamento positivo com realismo e inteligência, então. O Santa Cruz é a minha pátria.
terça-feira, 2 de maio de 2006
Uma voz clama por Giba
por Nunes, jornalista esportivo que faz uma homenagem ao velho artilheiro com esse pseudônimo
Mais do que nunca é preciso apoiar o técnico Giba.
Aos poucos, ele anda exorcizando alguns fantasmas que estavam atrapalhando a vida do Santinha em 2006. O preço de ficar “viuvando” os heróis da bela campanha de 2005 pode custar muito caro, a ponto de nos jogar de volta pra segundona. Atletas e comissão técnica já tiveram o devido reconhecimento por parte da imprensa, blog, sites e torcida, além de terem obtido valorizações nos respectivos currículos. Ninguém deve nada ninguém. Coube a Giba iniciar esta caça aos fantasma de 2005, coisa que o nosso querido Givanildo, de tão envolvido no processo, não soube fazer.
Sabiamente, o Giba está tirando as peças podres da equipe e dando moral a outros que não vinham tendo chance. Com isso, ele acaba com os cargos vitalícios no time. Ou seja, quem não doar sangue em campo sai. Outra bela sacação do treinador foi evitar aquela vassourada radical. Até mesmo por não dispor de tantas peças de reposição, ele vem anunciando as dispensas homeopaticamente. E avisando aos que ficam que fulano saiu porque não vinha bem e que outros podem seguir o mesmo destino. Com isso, ele fica com uma carta na manga e um instrumento de pressão para fazer com que um Alex Oliveira da vida se sinta na obrigação de suar a camisa sob pena de ser dispensado.
O pedido de apoio ao treinador parte de uma preocupação. Tecnicamente, nosso time ainda não está em condições de brigar por boas colocações numa Série A e os maus resultados neste início poderão levar o pescoço do técnico para a forca. Principalmente, se Givanildo não demorar no Atlético Paranaense. Com Giva livre, qualquer tropeço será motivo para que as viúvas voltem à carga e a trairagem de algumas peças do elenco, hoje em baixa, ganhe fôlego. Até mesmo porque Giba não tem muito a simpatia de grande parte da imprensa. Os radialistas seriam os primeiros a colocar no ar a campanha “Volta Givanildo”. Embora não tenha nada contra o Marreco - muito pelo contrário -, Giba vem pondo um trabalho sério em andamento e interromper esse processo agora significaria retornar ao ponto zero.



















