sexta-feira, 31 de março de 2006
quinta-feira, 30 de março de 2006
Jogo nas sociais? Nunca mais
20 minutos de espetáculo e 70 de vergonha
quarta-feira, 29 de março de 2006
Tem tricolor de novo no Arruda, negada!
terça-feira, 28 de março de 2006
Um cronista sem visão do jogo
segunda-feira, 27 de março de 2006
Fogueira de vaidades: Bala versus Tubarão
por Inácio França
Só os mais atentos perceberam quando, nos minutos finais do primeiro tempo, Osmar dominou a bola e puxou o contra-ataque. Bem posicionado, Carlinhos Bala deu as costas para o lance e ficou andando lentamente, até se colocar atrás de um marcador. Enquanto isso, o camisa 2 tricolor ficou procurando para quem passar a bola e o ataque foi desperdiçado.
A situação chamou a atenção dos editores e de vários leitores do Blog do Santinha. No programa Lance Final, da TV Globo, quase de madrugada, um dos repórteres mencionou um bate-boca nos vestiários entre o ídolo Bala e o candidato a estrela, Thiago Gentil. Na volta do intervalo, os dois continuaram "conversando"em voz alta e fazendo gestos expressivos no círculo central, enquanto os adversários não voltavam ao campo.
Então resolvemos apurar o que estaria ocorrendo entre os dois atacantes do Santa Cruz.
Descobrimos que a guerra particular entre Bala e Tubarão já dura algumas semanas, mas só estourou ontem, durante o clássico. Antes, era uma guerra fria, um conflito quase silencioso, que começou com a chegada de Thiago.
Os supostos R$ 45 mil mensais que o clube paga ao novo atacante mexeram com o ego de Bala. O mago Rosembrinck também ficou doído e está tomando as dores de Carlinhos, seu amigo do peito. O pior é que Tiago não ajuda mudar as impressões: o rapaz gosta de ostentar riqueza, se veste como pop-star, é cheio de estilo nas roupas e no corte de cabelo.
De origem humilde e hábitos simples - apesar do Audi e corte de cabelo do tipo abacaxi - Bala não suporta a goga de Tiago. Ele o considera um boçal e já andou ironizando o colega de ataque numa conversa com uma fotógrafo contratado pela Placar. Thiago, por sua vez, não engole a postura de "dono do time" que Carlinhos passou a adotar após a sua chegada e, junto com Alex Oliveira, parece liderar o grupo daqueles que acabaram de chegar ao clube e não fizeram parte da campanha da Segundona em 2005.
Carlinhos tem todo o direito de não gostar de Tiago. Rosembrink tem todo o direito de ficar ao lado do amigo. Tiago não tem obrigação de ser amiguinho de ninguém. Mas os três não podem prejudicar o Santa Cruz dentro de campo. E foi isso que eles fizeram no jogo contra a coisa.
Gentil não honrou o sobrenome e, em várias oportunidades tentou resolver tudo sozinho, ignorando companheiros prontos para receber a bola. Rosembrink parecia disposto a queimar o camisa 10, que se deslocava inutilmente. O mago sempre preferia passar a bola para outro. No segundo tempo, chegou ao cúmulo de cobrar um escanteio com uma bola que atravessou toda a grande área e foi parar nos pés de Carlinhos, lá do outro lado. O chute foi ridículo. Mas Tiago estava na pequena área, pronto para cabecear.
Antes da cobrança de uma falta, também no segundo tempo, Bala tomou a bola das mãos de Thiago, que ficou puto e chegou a empurrá-lo, até que foi agarrado por Júnior Maranhão e se controlou. Faltou pouco para ser expulso. E a culpa seria de Carlinhos que, ainda por cima, cobrou a falta de forma horrível. Não deixa de ser ridículo: dois jogadores do Santinha quase saindo no tapa, em pleno Arrudão.
Hoje, deve acontecer uma reunião da diretoria com a comissão técnica para esfriar os ânimos dos jogadores. Giba também prometeu dar um esporro nos dois. Seria bom se sobrasse para Rosembrink também.
Conclusão: vamos deixar de queijo e tratar de jogar bola, cambada de macho tabacudo!
sábado, 25 de março de 2006
Convocatória extraordinária para concentração coral
Doido demais
quinta-feira, 23 de março de 2006
Todos ao treino do Santinha no Arruda, hoje!
Espaço aberto para comentaristas corais
quarta-feira, 22 de março de 2006
Quem se habilita?
terça-feira, 21 de março de 2006
Ao mestre Givanildo, com carinho
segunda-feira, 20 de março de 2006
O velho e bom Givanildo deixa o Santinha. E agora?
Gols, tapas e um placar maluco: relato da vitória Coral
Por Gerrá Lima, zabumbeiro coral.
Jogo no interior é assim: picolé de saquinho, jornalista comendo pão com queijo na beira do gramado, jogador conversando com amigo no alambrado, enfim, tem de tudo.
Bom mesmo é ficar chamando o bandeirinha de "veado, ladrão e filho da puta", ali bem pertinho, e ele sem poder fazer nada.
E as marcas das empresas na mureta do alambrado: Funerária Vida Boa, Hotel C’que sabe, Armarinho O Baratinho. No placar do Carneirão (esse nome tá mais prá churrascaria do que para estádio de futebol), ao final da partida, tava lá: Pitú 0 X 4 Belco. Chiló já tinha observado no decorrer do jogo, quando Bala fez o segundo gol:
“A Belco tá ganhando prá Pitú”.
O jogo no primeiro tempo foi meio insosso, a diversão era a tiração de onda entre os torcedores, um cara pendurado no poste do refletor, outro sentado no muro, mas quando Carlinhos Paulista fez o primeiro gol, aí a estória foi outra, não é que duas torcedoras começam um “arranca rabo”. Eu só via de longe o bate-boca feminino:
“Torce agora, rapariga” gritou a que estava com a camisa do Santinha para a outra que tava com uma roupa do Brasil. A do Brasil respondeu:
“O que é? eu sou Santa Cruz”.
A tricolora meteu a tapa na mão da suposta torcedora da Pitú, e o telequete ia esquentando, mas a turma do deixa disso apareceu. “Que mulé braba do caralho”, era o cometário geral.
No segundo tempo, fui para o outro lado da arquibancada, para ver os gols do segundo tempo mais de perto. Givanildo conseguiu mudar o tempero da peleja, tirou Alex Oliveira, Tubarão e Fernando Migué, meteu Lecheva, Roberto e Paulinho, e o time da Belco deslanchou - 4 x 0. O placar não foi maior porque o goleiro da Pitú fechou a barra.
P.S.: Eu soube que o São Paulo quer contratar Catatau (o massagista do Santa Cruz) e Peninha (o roupeiro).
sexta-feira, 17 de março de 2006
Qual o seu volante (tricolor) inesquecível?
quinta-feira, 16 de março de 2006
João Henrique "Peruca" fala sobre a instabilidade coral
Zabumbeiro Coral comenta Santa 2 x 2 Vitória
quarta-feira, 15 de março de 2006
Sanfona Coral vai ficar mais saudável
A Torcida Organizada Musical Sanfona Coral está com tudo certo para confeccionar mais um lote de camisas que serão vendidas a preços módicos para os fãs, curiosos e o público em geral. O patrocínio com a Moura Tacógrafos foi renovado e um novo contrato foi fechado com o Instituto Pernambucano de Medicina Sexual (IPMS).
Como estamos em tempo de escândalos, a equipe do Blog do Santinha foi a campo investigar os bastidores dos patrocínicos e descobriu que a logomarca da empresa de tacógrafos (segundo o Aurélio, trata-se de um aparelho que registra velocidades, um tacômetro registrador) continuará sendo veiculada na camiseta em troca de uma pequena quantia em dinheiro.
Já o contrato com o Instituto de Medicina Sexual é obscuro e foi firmado após uma série de reuniões secretas. Gravações clandestinas enviadas para a redação do Blog confirmaram nossas suspeitas iniciais: o sanfoneiro Chiló e o zabumbeiro Gerrá trocaram o espaço publicitário na camisa por dois tratamentos completos, um para ejaculação precoce e outro para impotência. Contactados pelos jornalistas, inicialmente os dois negaram a informação, mas diante das gravações em nosso poder, admitiram que negociaram os tratamentos em nome de "pessoas conhecidas".
A julgar pelo sumiço da Sanfona nos últimos jogos do Santa, o IPMS terá uma grande oportunidade para demonstrar que pode fazer milagres e se consolidar como uma referência regional na cura de disfunções sexuais.
Em tempo: assim que as camisas ficarem prontas, o Blog do Santinha informará como será feira a venda do produto.
segunda-feira, 13 de março de 2006
Anotações sobre o jogo a R$ 1,00
Por Samarone Lima
Amigos corais,
Desde que este Blog do Santinha foi criado, em 10 de agosto do ano passado, estamos batendo na mesma tecla – os ingressos no Arruda precisam ser mais baratos, a massa coral não tem condições de ficar pagando dez, doze, até quatorze reais para ir ao estádio. A invenção do “Futebol Solidário” não resolve uma questão que é geral: muita gente quer simplesmente ir ao estádio, comprar seu ingressinho e ver o tricolor em campo, sem aquela confusão de trocar alimento por ingresso, enfim. Mais que isso, muita gente quer levar a namorada, a esposa, o filho, e não pode. Nós sempre defendemos uma formulação lógica que é simples:
Ingresso barato = arruda cheio.
Chegamos a fazer um protesto oficial, a Sanfona Coral deixou de tocar uma vez, saíram notinhas nos jornais.
Ontem aconteceu o que tanto queríamos: ingresso barato para a multidão coral. Barato não, quase de graça. Nem o mais otimista esperava tanto: R$ 1,00 para ver o Mais Querido em campo. Sabemos muito bem que nem sempre dá para fazer este tipo de promoção, mas o resultado foi maravilhoso: Arrudão cheio, a massa coral feliz, e para completar, a vitória por 2 x 0, com dois gols do nosso Caaaaaarliiiiinhos Bala-bala!!
Há tempos não via tantas famílias no estádio. Marido, mulher, filhos, todos de Santa Cruz, dos pés ao cocoruto. E vejam só, que bela programação para o domingo de sol: levar a família para ver o Mais Querido. Há quanto tempo um assalariado não tinha condições sequer de pensar nisso? Antecipadamente, já pedimos à diretoria: ingressos a preços razoáveis, sempre.
O clima era de festa. Muita gente que há tempos não sabia o que era uma arquibancada, estava por lá. Os bares ao redor do Arruda estavam cheios, e muita gente ganhou seu dinheirinho, para começar a semana bem. Milhares de espetos torravam nas brasas, do lado de fora do estádio. Era fumaça até uma horas. As barracas à beira do canal estavam entupidas. Faz tempo que eu não via tanta gente sorrindo. Diria que ontem, no Arruda e arredores, havia uma espécie de onda magnética, que provocava sorrisos até nos mais sisudos.
Ontem, no Arruda, os depressivos se recuperaram, os suicidas desistiram do intento, os violentos se abraçaram. A única nota destoante foram as três estúpidas brigas no miolo da Inferno Coral, mas toda festa tem isso mesmo: aquele convidado que toma todas e faz merda, vamos perdoar, mas é algo que realmente não tem nada a ver. É como irmão brigando com irmão.
Inácio, meu amigo de Blog e das lidas jornalísticas, assistiu a partida ao lado de um sujeito que tinha um boneco, com a roupa do Santinha. Era uma homenagem ao nosso Bala.
Vejam que beleza a cena. O sujeito, um senhor, pai de família, sai de casa, vai a uma loja de brinquedos, compra um boneco, bota a roupa do Santa e o leva ao estádio. Passou o jogo com o boneco nos braços, acalentando, como se fosse um filho. A imagem é singela, cheia de beleza e amor. Ah, amigos, o tricolor é sempre um menino que não cansa de buscar a alegria, a festa. O verdadeiro torcedor do Santa vive uma eterna infância. Se o Santa não existisse, o futebol seria uma tolice, praticado por bárbaros e esquisitos.
Para a tarde ser completa, faltava somente o velho xodó ser invocado. Lá pelas tantas, a massa começou: “Ah, é Rosembrik!”. O velho Giva escutou, acionou o massagista, que percorreu 200 metros em cinco segundos.
“Tua vez, mago”, disse, botando os bofes para fora.
O xodó entrou. Estávamos com saudade daquele magricela com a bola nos pés. Poderíamos incluive cantar "Rosembrik maravilha/nós gostamos de você", porque é mesmo um jogador que caiu nas graças da torcida.
Deu tudo certo, ganhamos os três pontinhos e estamos quase na pontinha da tabela. Quero dar uma cipoada na coisa, no clássico. Vai ser a arrancada final para o bi.
Só não entendo a ausência da Sanfona Coral, para a festa ser completa. Agora tem essa novidade: cada jogo tem alguém da Sanfona contundido. Ontem, foi a vez do zabumbeiro. Dizem que ele, Gerrá, foi palitar os dentes, depois do almoço, e acertou aquela velha obturação.
Amigos, eu já vi desculpa ruim, mas como essa, francamente...
sexta-feira, 10 de março de 2006
Cartinha para Aristóteles Cantalice
Em primeira mão: a FPF declara guerra ao Santa Cruz proibindo ingressos a R$ 1,00. Esse é o documento que acabou se ser assinado pelo chefe de Cantalice. Basta clicar em cima da imagem que ela aumenta de tamanho e dá para ler direito.
Caro Aristóteles Cantalice,
há poucos minutos li uma frase de sua autoria, publicada na página de esportes do site JC OnLine. Inicialmente, fiquei indignado com aquilo que, por breves instantes, interpretei ser uma desfaçatez da sua parte. Mas, após a emoção inicial, percebi nas suas palavras a transparência e a sinceridade que tanto sentimos falta no futebol.
Então, resolvi escrever essa cordial missiva para agradecê-lo. De coração, sou grato por ter deixado tão claro como funcionam as coisas no submundo do futebol.
Quando o senhor falou que "quem tem que saber a hora do sorteio é a Comissão e ela tem a prerrogativa de fazer o sorteio quando quiser" - se há alguma distorção em suas palavras, nos queixaremos juntos ao repórter do JC OnLine, pois só fiz copiar e colar usando os recursos da tecnologia - expressou claramente que, entre os donos do esporte no País, as coisas são decididas com as portas fechadas, ignorando leis ou direitos.
O senhor deixou bem claro que os donos do futebol não se importam com o estado de direito. Com certeza, sua intenção era explicar detalhadamente ao público que a comissão de arbitragem e a federação para o qual o senhor trabalha não estão dispostas nem mesmo em disfarçar as atitudes arbitrárias. Espero que todos compreendam que o senhor e seus chefes nem se preocupam em perder tempo para dar um verniz de legalidade naquilo que é ilegítimo, ilegal e imoral. E que não adianta ficar esperneando por decência. É bandalheira, e pronto.
Creio que o senhor nunca se preocupou em ler o Estatuto do Torcedor (legislação em vigor do País onde o senhor vive, vota e, teoricamente, paga seus impostos), onde diz claramente, em seu artigo 32, que "é direito do torcedor que os árbitros de cada partida sejam escolhidos mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados". Na linha de baixo, está bem nítido: "O sorteio será realizado no mínimo quarenta e oito horas antes de cada rodada, em local e data previamente definidos". E tem mais: "O sorteio será aberto ao público, garantida sua ampla divulgação".
Mas, como disse anteriormente, quem está se importando com isso, aí na Federação? Não há dúvidas de que a vontade e as conveniências dos senhores está acima de qualquer papel aprovado no Congresso. Foi isso que o senhor quis dizer com todas as letras. Melhor assim, não nos iludimos com a justeza dos resultados ou a idoneidade de uma competição.
Com sua desfaça... digo, sinceridade, o senhor também fez um enorme favor a Romerito Jatobá. O presidente do Santa Cruz, coitado, quer recorrer ao Tribunal de Justiça Desportiva. Com sua frase, ele já deve ter compreendido que não vai adiantar nada, afinal o TJD é rubro-negro, como já denunciou esse mesmo Blog do Santinha em matéria do dia 10 de janeiro.
Para finalizar, gostaria de lhe informar que não sou partidário da teoria da conspiração. Creio, Cantalice, que o senhor não faz integra um complô disposto a dar o título ao clube sediado na Ilha do Retiro. O que o senhor e os seus pares desejam são apenas duas coisas: que o campeonato, tão ruim coitadinho, tenha uma decisão. E que Homero Lacerda pare de ameaçá-los. Para sinalizar que os senhores estão fazendo direitinho aquilo que foi combinado no jantar (aquele jantar que Givanildo queria tanto ter ido...), nada melhor do que escalar o mesmo juiz que foi tão útil ao time dele na última segunda-feira. Na minha opinião, essa foi outra demonstração clara de como se exerce o poder no futebol de Pernambuco.
Infelizmente, no domingo teremos de receber seu subordinado, o senhor Sobral, aos gritos de "ladrão". É notório que, no Arruda, não somos bons anfitriões, portanto é melhor o senhor não aparecer por lá, pois nem todos estão agradecidos pelo serviço prestado à democracia.
Do amigo
Inácio França
quinta-feira, 9 de março de 2006
Folia em Brasília (?!?!?!?!?!)
Numa prova incontestável que a equipe do Blog do Santinha está tomada por uma lerdeza sem tamanho, uma semana depois do carnaval voltamos a publicar imagens de tricolores em folia. Desta vez, a farra foi em Brasília. Isso mesmo, Brasília, cidade que registra a segunda maior audiência do Blog.
Nas fotos estão Valter Ananias (com a camisa da Sanfona Coral), Nélson Mascarenhas, Fábio Barbachan, Sávio Assunção, Marcelo Fonseca, esposas e filhos (todos tricolores, claro). As fotos foram repassadas por Alexandre dos Anjos.
quarta-feira, 8 de março de 2006
O que aconteceu com o Santa?
sábado, 4 de março de 2006
Habemus futebol! - versão revista e ampliada
Buzinaço no ouvido de Rosivaldo
Sérgio dispensa as sociais
O terceiro gol, numa foto merreca
Por Samarone Lima
Um amigo meu que é jornalista me confessou: antes do jogo, já tinha torcedor esculhambando o lateral Periz, dos pés à cabeça. Só não chamou o negão de santo, mas o resto foi cacete. O sujeito não tinha pego na bola, e já era o pior em campo. O torcedor do Santa espumava de ódio e queria jogar o radinho no atleta. Então aconteceu algo comigo: fiquei torcendo desesperadamente pelo lateral, que sempre foi mediano, mas entrou naquele período terrível para qualquer atleta, que é a má fase. E quanto mais eu torcia, mais a torcida coral pegava no pé do jogador, vaiava, xingava, esculhambava. Teve um momento que ele pegou a bola, estava meio sozinho e deu um passe franzino, que caiu justamente no pé do adversário. Aquele passe que ele não erraria nunca, mas errou porque estava sentindo a pressão. Estávamos na metade do primeiro tempo, e o lateral devia estar rezando para acabar logo aquele tormento. Vi que ele suava frio. Do outro lado, Osmar. No segundo tempo, ele atacou pela direita, do lado que eu estava. Ele não podia tocar na bola, que a torcida entrava em êxtase. “Vai, Osmar, vai meu garoto”, dizia um coroa ao meu lado. No primeiro tempo, quando Periz tocava na bola, o mesmo coroa soltava um berro: “solta essa bola, fila da puta!” O resultado foi simples. Cada vez mais empurrado pela torcida, Osmar fez o diabo. A minha constatação psicológica foi a seguinte: de um lado, estava o ódio da torcida, o perna de pau, que era o velho Periz. Do outro, o amor, o xodó, o queridinho, o que acertava tudo. Como torcedor, senti uma pena dos diabos de Periz, e torço para que ele se recupere. Seu futebol é mediano, mas ele fez um bom Estadual em 2005 e não atrapalhou nossa jornada na Segundona. Mas acho que a torcida precisa dar uma aliviada, pegar mais leve. Outro dia, Carlinhos Bala passou uns oito jogos sem fazer gols. O Dida, goleiro da seleção, anda papando uns frangos que eu vou dizer. Todos eles tiveram a chance de dar a volta por cima. Torço por Periz. Por falar em torcedor, venho sendo esculhambado diariamente pelo sanfoneiro Chiló, por defender a qualidade do jovem arqueiro Anderson. No último jogo, ele fez uma excelente defesa, e um camarada da arquibancada soltou o seguinte comentário: “Esse goleiro é bom, mas é fraco”.
Eu não entendi, e acho que Freud não explica.
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Arquibancadas 1 - O policial Rosivaldo Alves da Silva achou que no segundo tempo a torcida estava tranqüila demais, silenciosa demais, e comprou três buzininhas para o filho Vinícius (o do meio na foto lá em cima) e os sobrinhos Luizinho e Mateus. Arrependeu-se: foram 35 minutos de perturbação da paz pública, até que ele arrastou os meninos e saiu antes do fim do jogo. Provavelmente, foram buzinando até em casa e se acordaram buzinando, acordando os vizinhos rubro-negros. Arquibancadas 2 - Sérgio (na foto do meio) não tem paciência para assistir aos jogos no espaço reservado para quem precisa de cadeira de rodas, junto das sociais. "Aquilo é uma morgação danada. Aqui na arquibancada dá mais trabalho: meus amigos precisam desarmar a cadeira e eu subo sozinho, mas é muito mais animado".
Acabou a ressaca: imagens do carnaval (Olinda)
No final da rua de São Bento







