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sexta-feira, 31 de março de 2006

Um artista do povo

Josemar, de óculos azuis e com o pandeiro, comandando a gréia
por Inácio França
Josemar da Silva Lima apareceu logo numa das primeiras apresentações da Sanfona Coral no estádio do Arruda. Foi, provavelmente, na partida contra o São Raimundo, mas ninguém que acompanha os músicos tem certeza de quando isso aconteceu. Ele foi chegando e, lá no meio da arquibancada, pegou o triângulo que estava nas mãos de Malvina. No jogo seguinte, lá estava Josemar de novo, desta vez com seu próprio triângulo. Todos que acompanhavam o grupo achavam que ele estava ali porque era amigo de alguém. No meio de um grupo de amigos formado por gente de classe média, nem todos perceberam o que ele é realmente: um artista popular, desses que fazem arte e reinventam a vida a partir de qualquer coisa. Um gol perdido, uma confusão na porta do estádio ou uma viagem cansativa são transformados em matéria-prima para repentes e músicas improvisadas.
No segundo tempo de Santa x Central, por exemplo, ele foi uma atração a parte lá nas gerais. O Santinha se arrastava em campo, enganando a torcida, mas ninguém que estava perto de Josemar deixou de rir um só minuto: o sujeito narrou o jogo todo, como se fosse locutor de rádio, num ritmo tão acelerado que perdi o fôlego só de escutar. Vou me corrigir: com seu bom humor, ele é muito mais talentoso do que qualquer locutor das nossas emissoras de rádio. "Vai Carlinhos Bala pá pá pá, mata ele Carlinhos..." O "pá pá pá" pra quem não entendeu, é a onomatopéia que imita o som dos tiros de um revólver.
Desempregado - "tô fazendo uma ôia de pintor de paredes" -, ele se tornou fundamental para o pessoal que acompanha a Sanfona. Tanto que, quando está liso, sempre aparece alguém para bancar o ingresso.
Mas um mistério sobre Josemar precisa ser esclarecido: o que diabos ele toma antes de ir pro estádio? Ele não pára de gritar, fazer repentes, cantar, tirar onda e tocar triângulo, ganzá e até zabumba. Sim, porque artista popular que se preza é multimídia. Ele só não toca sanfona porque Chiló não deixa.
Depois do jogo de ida contra o Central, por exemplo, já era alta madrugada no ônibus com o pneu estourado, e ele greiando, fazendo poesia com o miserável do barulho da borracha do pneu batendo na lataria do busão. Na partida de quarta-feira, ele destoava da morgação geral na saída do estádio, tocando zabumba e puxando músicas na rampa.

quinta-feira, 30 de março de 2006

Jogo nas sociais? Nunca mais

Amigos, no jogo contra o Central fui com Oswaldo Titio para as sociais do Arrudão. O motivo não foi lá tão nobre. A arquibancada a R$ 14,00 é pra se lascar todo, e a geral, a R$ 2,00, nos cambistas, não me apetece. Tenho medo de altura e podem dizer o que quiserem, mas passou do segundo andar, fico tendo vertigens, não vou ficar contra minha natureza. Então, Oswaldo Titio me oferece um ingresso nas sociais. Ótimo, estou salvo. Ótimo o carai. Foi a primeira e única partida nas sociais. Meu deus do céu, os caras ali vão com raiva do time. Esculhambam o Mais Querido do início ao fim do jogo. Só fazem esculhambar. Diria que ali tem "esculhambador oficial do Santinha". Mal o jogo começa, um camarada grita: “Bora, Osmar Puto!” Não entendi nada. Logo Osmar? Quando me virei, para ver quem era, Osmar cruzou e Bala fez o gol do Santa. Daqui a pouco, outro berro: “Essa porra tá desnutrida!” Era com Rosembrick, o nosso Rose, que é adorado nas gerais e arquibancadas. Fico pensando nisso. Na geral, onde estão os fodidos e remediados, a turma empurra o time, grita “vai mago”, “pra frente, Osmar”, "vamos, santinha". Nas sociais, é só cascudo nos jogadores. Pior: os caras falam alto pra caralho. Me parece o retrato do Brasil. Os fodidos sempre mais generosos que a elite. “Tas emaconhado, mago?”, grita outro. Estão pegando no pé do velho Rose. Eu já fico querendo ir para a arquibancada. Daqui a pouco, sai um grito: “Ei, Globo, vai tomar no cu”. Não entendi nada. “Periz, chupa sangue!”. Com essa eu concordei, mas teria dito: "bora, negão!", só para dar uma força ao cara. “Eu não acredito que ele tirou Xavier para botar essa desgraça”, comentou um bisavô. Eu também não acreditei. Uma senhora muito antiga, que estava ao meu lado, fez um muxoxo e comentou; “Que torcedor azia”. O segundo tempo foi aquela desgraça. Cada toque na bola, o camarada urrava, no degrau de cima: “Isso é uma misera”. Daqui a pouco, começou o coro: "Burro! Burro!". Caralho, o sujeito nem chegou no clube, e já estão esculhambando.O outro: “Essa porra é o segundo Givanildo”. “Toca a bola, desgraça, toca a bola, derrota”, berrou um tímido disfarçado, diria um falso tímido. Um torcedor cadavérico, já quase com um pé no cemitério de Santo Amaro, falou estufando o peito: “Eu dava tudo na vida para um cara seqüestrar esse Neto”. No final do jogo, eu já estava mais puto com a torcida do que com o time. Pra finalizar, saiu o seguinte comentário, de um senhor com rádio quase dentro do ouvido: “É muita remela”. Acabou o jogo, voltei com Titio e prometi a mim mesmo: nunca mais assisto jogos nas sociais. Meu lugar é na arquibancada, ao lado dos meus, junto da Sanfona Coral. Não nasci para ficar esculhambando meu Santa, por mais que o time tenha jogado mal. Gosto de esculhambar mesmo é a coisa e a barbie, coisa que farei domingo, a plenos pulmões.

20 minutos de espetáculo e 70 de vergonha

O mago, numa foto antiga roubada da Coralnet
por Inácio França Saí com febre do Arruda ontem à noite. Por causa do futebol do Santinha, cheguei em casa com 38 graus e uns quebrados. Até parece que o time foi tomado por um espírito de porco, uma coisa ruim que se diverte sacaneando a torcida. Acabou o jogo contra a coisa com aquela raça toda, aquele futebol de cabra-macho de quem não se conforma com a derrota nem com a roubalheira do juiz. Aí vem a partida seguinte. Logo nos primeiros minutos, um futebol de arrasar, um show de bola pra deixar Ronaldinho Gaúcho com vontade de jogar no Arruda. Foram 20 minutos pra encantar qualquer um. Um a zero, dois a zero numa jogada magistral de Osmar, bola na trave e três a zero em trocas de passes arretada entre os inimigos Bala e Gentilbarão. Aí, baixou o espírito obsessor. Xavier fez o cruzamento para o primeiro gol e jogou um bolão no início do jogo. Depois, surtou. Errou todos os passes e cismou de revogar as leis da Física: mirava o corpo do lateral do Central, marcava carreira e tentava passar pelo meio do sujeito. Não conseguiu nenhuma vez. No intervalo, dizem que ele ficou em transe no vestiário e Giba teve que trocá-lo por Periz, outro que é normal, normal. A arrancada pela direita foi espetacular. Osmar escapou veloz e fez um cruzamento caprichadíssimo na cabeça de Bala. Aí contaram para nosso camisa 2 que ele era melhor que Cafu, Djalma Santos e Leandro todos juntos. Ele acreditou e não fez mais nada que prestasse. A zaga é horrorosa. Carlinhos Paulista anda fazendo gols, mas depois que vi na TV o lance do gol da coisa entrei no estádio com má-vontade e de olho no capitão. E é verdade: o homem não tá jogando nada. Falha sempre, tornou-se uma mãe pros atacantes adversários.
Lá na frente, Giba achou a função certa para o mago Rosembrick. O problema é que ele não fez as pazes com Thiago. O Gentilbarão se desloca pela direita, ele passa a bola para Bala marcado na esquerda. Thiago corre pela esquerda, ele procura Bala. Quando acha, passa pro amigo. Quando não acha, atrasa ou tenta resolver sozinho. Se dá raiva em quem tá na geral, imagina no jogador que se desloca para receber e fica de mãos abanando?
No final, ficou a impressão que, mais do que qualidade, falta vontade no time. Ou será que a rixa entre os atacantes é apenas mais um problema desse grupo que, em campo, parece tão desunido?

quarta-feira, 29 de março de 2006

Tem tricolor de novo no Arruda, negada!

da redação do Blog do santinha Depois de longas conversas e acertos, ficou acertado o encontro da massa coral na Churrascaria Colosso, às 19h33. A Sanfona não definiu se vai. Continua aquela frescura de Chiló. Segundo nossas fontes, o treinador Giba começa a mostrar serviço. Lecheva ganhou a titular. Vai entrar no lugar do fraco Alex Oliveira. Roberto vai substituir Valença, que levou o terceiro cartão amarelo, no jogo contra a coisa. Quanto à dupla Bala X Gentilbarão, nada de muito complexo foi relatado. Estão feito frescos, resolvendo seus pantins. O treinador não pode definir nada, porque o Gentilbarão sente dores na coxa esquerda e não garantiu presença. Adriano voltou a ser escalado no banco de reservas. Estava se recuperando de uma lesão na coxa, e foi liberado pelo departamento médico. As coxas estão fodendo nossos atletas, é a conclusão que chegamos. É tudo o que apuramos, nas últimas horas, após muitas ligações, email e conversas ao pé do ouvido. O assessor de imprensa, Álvaro Claudino, continua sem nos passar nada em primeira mão, e breve vamos denunciá-lo. Outros jogos da rodada: 20h30m - Estudantes x Serrano 20h30m - Vitória-PE x Salgueiro 20h30m - Sport x Ypiranga-PE 20h30m - Náutico x Porto-PE

terça-feira, 28 de março de 2006

Um cronista sem visão do jogo

O jogo, na visão embaçada de um ébrio
Por Samarone Lima Amigos corais, aqui vai uma confissão. Na última partida, em nosso estádio, não vi o empurra-empurra de Bala x Gentil, não reparei que Bala deu as costas em um lance importante e nem de longe tive a menor idéia de que o mago Rosembrick não passava a bola para o Tubarão-Gentil. A sorte deste Blog é que temos o Inácio França para fazer a análise cuidadosa de tudo. O tricolor vai perguntar: sim, mas se tu não visse nada, estavas aonde, tabacudo? Amigos, estava na arquibancada de sempre, porque sou homem de arquibancada, ao lado da Sanfona Coral e da patuléia de sempre: Inácio, Emília, João Valadares (mais morto que vivo), Ritinha, Nana, Oswaldo Titio etc. Cheguei bem antes do início do jogo e fiquei num ótimo lugar. O céu estava limpo e tudo iluminado. Lembro até quando o Santa entrou em campo, aquela emoção de sempre. O único detalhe era o grau alcoólico no organismo, que embaçou completamente minha visão de jogo. Usando a terminologia do nosso Saulo Profeta, confesso que ceguei. Está me faltanto visão do jogo. Então me dediquei a repassar o filminho do domingo, antes do jogo. Comecei com Naná, tomando uma cervejinha enquanto preparávamos o “Churrasco Coral”, aqui no Poço da Panela, defronte ao bar de Seu Vital. Depois, a moça alvirrubra chegou com um litro de Rum Montilla. Era uma dose pra ela, duas pra mim, duas pra mim, uma pra ela, e assim foi terminando a manhã. Como se não bastasse, chegou o pai de um tricolor, que esqueci até o nome, com uma garrafa de Serra Preta, uma cachaça paraibana que é uma delícia. “Vê que cachaça boa”, disse ele, cheirando, como quem cheira o pescoço da mulher amada. Mandei ver. A alvirrubra conseguiu entrar no estádio com o restante do Rum. Antes do início do jogo, a citada bebida já estava no estômago, a caminho do fígado e do cabeção. Para completar o quadro, no estádio tem acontecido esse estranho milagre da multiplicação das cervejas. Estou quieto, no meu canto, e vem um copão de cerveja, geralmente bancado pelo Oswaldo Titio, que tem este apelido porque parece mesmo um tio da tricolorzada. Naná também é meio gastadorzinho. Basta chegar ao Arruda, que puxa aquela nota de cinqüenta e sai rasgando de cerva. É Nova Schin, mas de graça, meus amigos, vai até Bossa Nova, aquela desgraça, que segundo um amigo meu, “tem gosto de lama”. Em noventa minutos, dá para beber um bocado, garanto, e foi o que fiz. Não lembro direito como foi o gol da coisa, os lances mais importantes, pensei que nosso empate tinha sido uma cabeçada fulminante do Paulinho, e minha memória agora tem esta dependência física de um objeto. Só lembro dos melhores lances depois de assistir Lance Final ou os telejornais matinais. Sou capaz de cancelar qualquer trabalho somente para assistir ao Globo Esporte do dia seguinte aos jogos do Santa, somente para ver o que vi no dia anterior, no estádio, mas, estranhamente, não vi. Lembro de um fato realmente inacreditável. Quando fizemos o gol, fiquei tão louco, os óculos voaram arquibancada abaixo. Fiquei tateando cegamente no cimento (4,5 graus de miopia no olho esquerdo; 4,75 no olho direito), enquanto milhares pulavam, possivelmente em cima dele. Lá pelas tantas, encontrei o dito cujo, mas estava sem a lente esquerda. Puta merda, agora é que não vejo nada mesmo, pensei. Um sujeito me olhou muito preocupado e disse: “Vamos procurar”. Eu já tinha perdido as esperanças, achava que a lente já tinha virado poeira, quando ele, dois ou três minutos depois, encontrou a lente debaixo dos pés de alguém e me entregou, com um sorriso. Estava sem um arranhão. Encaixei no óculos e voltei a enxergar. Foi aí que o jogo acabou. Amanhã, vou me comportar, prometo. Uma cervejinha de leve na Colosso e nada de exageros. Daqui a pouco, os leitores deste Blog vão começar a dizer que não tenho visão de jogo. Terei que concordar e fazer somente uma correção: está me faltando é a visão do jogo.

segunda-feira, 27 de março de 2006

Fogueira de vaidades: Bala versus Tubarão

por Inácio França Só os mais atentos perceberam quando, nos minutos finais do primeiro tempo, Osmar dominou a bola e puxou o contra-ataque. Bem posicionado, Carlinhos Bala deu as costas para o lance e ficou andando lentamente, até se colocar atrás de um marcador. Enquanto isso, o camisa 2 tricolor ficou procurando para quem passar a bola e o ataque foi desperdiçado. A situação chamou a atenção dos editores e de vários leitores do Blog do Santinha. No programa Lance Final, da TV Globo, quase de madrugada, um dos repórteres mencionou um bate-boca nos vestiários entre o ídolo Bala e o candidato a estrela, Thiago Gentil. Na volta do intervalo, os dois continuaram "conversando"em voz alta e fazendo gestos expressivos no círculo central, enquanto os adversários não voltavam ao campo. Então resolvemos apurar o que estaria ocorrendo entre os dois atacantes do Santa Cruz. Descobrimos que a guerra particular entre Bala e Tubarão já dura algumas semanas, mas só estourou ontem, durante o clássico. Antes, era uma guerra fria, um conflito quase silencioso, que começou com a chegada de Thiago. Os supostos R$ 45 mil mensais que o clube paga ao novo atacante mexeram com o ego de Bala. O mago Rosembrinck também ficou doído e está tomando as dores de Carlinhos, seu amigo do peito. O pior é que Tiago não ajuda mudar as impressões: o rapaz gosta de ostentar riqueza, se veste como pop-star, é cheio de estilo nas roupas e no corte de cabelo. De origem humilde e hábitos simples - apesar do Audi e corte de cabelo do tipo abacaxi - Bala não suporta a goga de Tiago. Ele o considera um boçal e já andou ironizando o colega de ataque numa conversa com uma fotógrafo contratado pela Placar. Thiago, por sua vez, não engole a postura de "dono do time" que Carlinhos passou a adotar após a sua chegada e, junto com Alex Oliveira, parece liderar o grupo daqueles que acabaram de chegar ao clube e não fizeram parte da campanha da Segundona em 2005. Carlinhos tem todo o direito de não gostar de Tiago. Rosembrink tem todo o direito de ficar ao lado do amigo. Tiago não tem obrigação de ser amiguinho de ninguém. Mas os três não podem prejudicar o Santa Cruz dentro de campo. E foi isso que eles fizeram no jogo contra a coisa. Gentil não honrou o sobrenome e, em várias oportunidades tentou resolver tudo sozinho, ignorando companheiros prontos para receber a bola. Rosembrink parecia disposto a queimar o camisa 10, que se deslocava inutilmente. O mago sempre preferia passar a bola para outro. No segundo tempo, chegou ao cúmulo de cobrar um escanteio com uma bola que atravessou toda a grande área e foi parar nos pés de Carlinhos, lá do outro lado. O chute foi ridículo. Mas Tiago estava na pequena área, pronto para cabecear. Antes da cobrança de uma falta, também no segundo tempo, Bala tomou a bola das mãos de Thiago, que ficou puto e chegou a empurrá-lo, até que foi agarrado por Júnior Maranhão e se controlou. Faltou pouco para ser expulso. E a culpa seria de Carlinhos que, ainda por cima, cobrou a falta de forma horrível. Não deixa de ser ridículo: dois jogadores do Santinha quase saindo no tapa, em pleno Arrudão. Hoje, deve acontecer uma reunião da diretoria com a comissão técnica para esfriar os ânimos dos jogadores. Giba também prometeu dar um esporro nos dois. Seria bom se sobrasse para Rosembrink também. Conclusão: vamos deixar de queijo e tratar de jogar bola, cambada de macho tabacudo!
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A foto dos pés nojentos lá em cima é para ilustrar as condições de higiene e salubridade da torcida coral depois que chove no Recife. Dá para se ter idéia de quantos torcedores havia se apertando em cada degrau na arquibancada.
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Marcos Vinícius tem 11 meses e já está fazendo uma espécie de pré-temporada, preparando-se para ir ao Arruda. Seu pai, Marcos, veio de Garanhuns e levou o pirralho até o churrasco da Sanfona Coral, no Poço da Panela. "É para ele ir entrando no clima".

sábado, 25 de março de 2006

Convocatória extraordinária para concentração coral

A tricolozada está convocada para churrasco no bar de Seu Vital, neste domingo de clássico contra a coisa. Horário da concentração: 10h02. Local: Bar de Seu Vital, defronte à Igreja do Poço da Panela Favor levar um pedaço de carne de qualquer animal, para o consumo da tricolozada. Carne de leão ficará para antes do jogo. Seu Vital, contrariando expectativas, prometeu: "a cerveja estará no ponto". Atrações: Sanfona Coral Bolão A gréia de sempre. Ps. quem vier com a camisa, terá prioridade no embarque na viagem número 150 da Kombi Coral. Todos em Vital, neste domingo!!

Doido demais

O doido e sua psicóloga, Emília Miranda
Com o texto abaixo, enviado por e-mail pelo zabumbeiro Gerrá, a equipe do Blog do Santinha reconhece: nos últimos dias, com os afazeres e aperreios da vida de Inácio França e Samarone Lima, foi ele quem segurou a onda do Blog. Voltei a ficar doido. Desde o apito final do jogo contra a Derrota da Bahia, quarta-feira, que só penso na partida de domingo contra a leoa. É uma ansiedade das grandes. Pensei em pedir ajuda psíquica à Emília, deu vontade de tomar uma... mas ainda estou de quarentena por causa de um problema de saúde. Mas só falo de futebol com a minha companheira Malvina (ainda bem que ela é mais doida do que eu pelo Santinha). Então me pergunto: caralho, que porra é essa? Quinta-feira fui para o TJD, sexta fui ao treino, estou quase quebrando o botão do rádio de tanto mudar de uma resenha para outra, acesso o blog, tricolorpe e tudo que é site esportivo, já li o jornal não sei quantas vezes, só vejo o jogo de domingo na minha frente. Nessa minha doidice cheguei a uma conclusão: “o principal desfalque do Santa Cruz este ano, é a gente”. O Santinha tá sentido falta da Kombi Coral, da animação da Sanfona, da feijoada de Dona Madalena, das imagens de Danilo, da preparação fígado em Seu Vital, daquele casal que só assiste ao jogo completamente embriagado, da burra de Patriota, do acocho na arquibancada, do banho de cerveja na hora do gol, da concentração lá na Colosso, da cerveja do buraco da véia, enfim, o Arrudão e o time estão sentindo a nossa falta. Ou vocês acham que quem botou o Santa Cruz na primeira divisão foi somente Givanildo? Isso é conversa!!! Fizemos muitos gols, demos muito drible e defendemos muita bola, meu camarada!!! Nosso recesso acabou, é pegar aquela camisa que dá sorte, ir pelo mesmo caminho de sempre, fazer os mesmos rituais, não levar aquele sujeito que dá azar, que quando voltarmos domingo ao gramado, a vitória estará garantida e a lapada deverá ser das grandes.

quinta-feira, 23 de março de 2006

Todos ao treino do Santinha no Arruda, hoje!

Por Gerrá Lima, zabumbeiro coral Convocamos todos os tricolores para prestigiar e apoiar o time, no treino hoje à tarde lá no arrudão, quem não for é "mulher do padre". Inferno Coral, SantaPaz, Coralnet, Tricolorpe, Legião Fita Azul, Sanfona Coral..., bora lá. Apesar da noite infeliz de quarta, domingo temos pela frente o maior dos inimigos e nosso lema tem que ser defendido, "eu, eu, eu, caiu no arruda se fudeu". Vamos fazer o seguinte, depois de ganharmos da leoa, a gente começa a discutir sobre o time, a falar de Periz, Neto, da defesa, enfim, a gente começa a pensar na série A. Agora é o estadual, domingo seremos campeões antecipados em homengem a Givanildo. Da Copa do Brasil, não quero nem falar, é passado, e mais, já estamos classificados para a do próximo ano e tenho certeza que em 2007 chegaremos nas finais. Pô, cada coisa de uma vez. Esse ano é o bi-estadual e uma boa campanha na série A. Serviço: O que: Treino do Santa Cruz. Onde: Arrudão. Quando: Hoje (setxa-feira) Horas: 15 horas. ps. os dez primeiros torcedores que chegarem ao treino, ganharão um autógrafo de Chiló e uma dose de Rum no domingo, na churrascaria Colosso. Mais uma promoção do Blog do Santinha com a Sanfona Coral.

Espaço aberto para comentaristas corais

Amigos corais, A redaçao do Blog do Santinha está em apuros. Os dois vagabundos que editam este espaço, o senhor Inácio França, e o senhor Samarone Lima, tiveram que trabalhar pesado hoje, fato que esperam não repetir nos próximos dias. Resultado: estão sem tempo para escrever, e buscam comentaristas corais, para analisar a partida de ontem e antecipar as preparações para o domingo. Está aberto o espaço. Podem colocar nos comentários. O texto mais bacana vai ganhar um brinde: passaremos para a página principal do Blog e a pessoa ganhará uma linda foto do senhor Inácio França, com a camisa do Santa.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Quem se habilita?

Redação do Blog do Santinha procura algum torcedor coral disposto a abrigar a torcida coral, logo mais à noite, para assistir, na TV, ao jogo Vitória x Santa Cruz, pela Copa do Brasil. Público estimado: 47 pessoas. Motivo: Ausência de um bar que possamos denominar de "boteco coral", que tenha uma TV, mesmo que de 12 polegadas, com um Assolan na antena (Bom Bril é coisa do passado). A massa coral anda se espalhando, em dias de jogos pela TV, e isso tem prejudicado o rendimento do time. O esquema: O dono da casa, da mansão, do apartamento (que tenha área de lazer) oferecerá somente a TV, mas se quiser agradar com uns petiscos, será muito elogiado neste Blog. A torcida vai se encarregar de levar o que quiser para beber, promete jogar as latinhas no balde do lixo, e não vai mijar nos muros do condomínio. Promessa: A torcida coral promete não exagerar nas palavras de baixo calão, só não garante deixar de gritar, ao final do jogo: "Ei, coisa, vai tomar no ..." Promessa 2: Não haverá aquela conversa interminável de "só a saideira", após o jogo. Terminada a partida, a TV poderá ser desligada sem choro ou ranger de dentes. Aguardamos candidatura com urgência, explicitanto as vantagens de ser a "Casa Coral".

terça-feira, 21 de março de 2006

Ao mestre Givanildo, com carinho

"Querido Givanildo, Nós torcedores somos uma gente esquisita. Amamos e odiamos em uma fração de segundos. Não há estágio intermediário nos sentimentos, quando entra a paixão pelo clube. Ou estamos no céu, ou no inferno. Ou vivemos o êxtase, ou mergulhamos na fossa mais profunda. O título é tudo, o vice-campeonato é uma ferida na alma, que iremos lembrar até o fim da vida. Eu, como torcedor do Santinha, só posso agradecer à tua passagem meteórica pelo Mais Querido, que terminou ontem. Teu destino agora é o Atlético Paranaense, o Furacão. Não sei se é o clube mais indicado para ti, neste momento, mas é tua decisão, é preciso ser respeitada. A tua passagem pelo Santa foi, ironicamente, uma espécie de furacão também. Não é todo mundo – eu diria quase ninguém -, que encontra um clube endivididado, amargando um recesso de títulos, sem confiança na praça, e o transforma em um time campeão. Nós precisávamos não somente de um grande treinador, mas de um grande homem, e chegaste no momento em que tudo parecia incerto e sem esperanças. O ano de 2005, para a torcida coral, foi certamente um dos mais felizes dos últimos anos. Aqui, no Blog do Santinha, acompanhamos o reencontro do torcedor com sua velha paixão, que andava adormecida. Vimos o surgimento da Sanfona Coral, de novas torcidas organizadas, como a Legião Fita Azul, reencontramos a cada jogo os amigos que andavam cuidando da vida, indo ao estádio sozinhos, abatidos, desanimados com o que viam. A torcida do Santinha atravessava seu inferno. Quantas e quantas viagens não fizemos na lendária Kombi Coral, em 2005? Quantas farras na Colosso, antes de cada jogo? Ah, velho Givanildo, te agradeço pelas muitas, infindáveis, inenarráveis alegrias. Há muito tempo não vejo a massa coral tão feliz, sorridente, de bem com a vida. O tricolor reaprendeu a sorrir. Lembro agora do último jogo, contra a Portuguesa, quando o estádio inteiro cantou “Givanildo/Givanildo/fez o Santa subir”, uma versão improvisada de “Jesus Cristo/Jesus Cristo/eu estou aqui”. Impagável. E por trás disso, estava teu trabalho. Um trabalho quieto, sereno, cuidadoso. Sabemos algumas coisas dos bastidores, a angústia para que os atletas recebessem os salários, as seduções de outros clubes, os problemas internos, o assédio de outros clubes em cima dos nossos melhores atletas. E teu trabalho foi duplo: tinha que ser o treinador do Santa e uma espécie de pai duro, que conquistou o respeito dos jogadores e da diretoria, sem dar um grito, sem fazer escândalos na Imprensa. Campeão Estadual 2005, vice-campeão da Série B, acesso à Série A, nosso velho sonho, o bi a caminho. Só posso mesmo te agradecer, e desejar boa sorte. Que o Furacão te receba bem, velho Giva. Vamos agora receber um bom treinador, chamado Giba. A diferença é de apenas uma letra, mas espero que ele acabe herdando tuas qualidades, e possamos dizer, no futuro, que o cara parece o “Gibanildo”. Eu só iria pedir que tu ficasse no Santa até o jogo contra a coisa, no domingo, mas é melhor assim mesmo. Tenho certeza que os jogadores vão se abraçar no vestiário e prometer a vitória ao “Velho Giva”. E como dizem no fim dos grandes romances – foi bom enquanto durou". Um abraço e boa sorte, Samarone Lima PS de Inácio França: Tua presença no Atlético-PR, mestre Giva, é a prova viva que a tal globalização é mesmo uma porqueira. Lothar Mathaus chegou a Curitiba na maior pompa, foi visitar a escola internacional num carro cheio de seguranças e com a Rede Globo atrás. Estava escolhendo o lugar onde os filhos poderiam estudar. Branco, bem nutrido, elegante pra dedéu, bonitão e campeão do mundo, "aprovou" a capital do Paraná, com aquele ar ariano de primeiro mundo. Acabou saindo pelas portas do fundo: abandonou o time nas finais com medo de levar uma gaia na Europa, um papelão nunca visto antes no futebol brasileiro. Aí, o Atlético, time metido a besta com um estádio que mais parece um shopping-center, foi buscar a solução num sujeito como tu, que é a cara do Nordeste. Mulato, feio que só a gota-serena, com corpo de menino desnutrido das favelas de Olinda, és cabra-macho e homem de caráter. E entende mais de bola que qualquer alemão com cara de ator de novela.

segunda-feira, 20 de março de 2006

O velho e bom Givanildo deixa o Santinha. E agora?

Da redaçao do Blog do Santinha Hoje, no final da manhã, o treinador Givanildo Oliveira encerrou seus trabalhos no Santa Cruz Futebol Clube. Amanhã, assume o comando do Atlético Paranaense. O Blog do Santinha só pode fazer duas coisas: lamentar a saída do "Mestre Giva", e abrir espaço para os comentários dos tricolores. A velha pergunta retorna: e agora, Santinha?

Gols, tapas e um placar maluco: relato da vitória Coral

Por Gerrá Lima, zabumbeiro coral. Jogo no interior é assim: picolé de saquinho, jornalista comendo pão com queijo na beira do gramado, jogador conversando com amigo no alambrado, enfim, tem de tudo. Bom mesmo é ficar chamando o bandeirinha de "veado, ladrão e filho da puta", ali bem pertinho, e ele sem poder fazer nada. E as marcas das empresas na mureta do alambrado: Funerária Vida Boa, Hotel C’que sabe, Armarinho O Baratinho. No placar do Carneirão (esse nome tá mais prá churrascaria do que para estádio de futebol), ao final da partida, tava lá: Pitú 0 X 4 Belco. Chiló já tinha observado no decorrer do jogo, quando Bala fez o segundo gol: “A Belco tá ganhando prá Pitú”. O jogo no primeiro tempo foi meio insosso, a diversão era a tiração de onda entre os torcedores, um cara pendurado no poste do refletor, outro sentado no muro, mas quando Carlinhos Paulista fez o primeiro gol, aí a estória foi outra, não é que duas torcedoras começam um “arranca rabo”. Eu só via de longe o bate-boca feminino: “Torce agora, rapariga” gritou a que estava com a camisa do Santinha para a outra que tava com uma roupa do Brasil. A do Brasil respondeu: “O que é? eu sou Santa Cruz”. A tricolora meteu a tapa na mão da suposta torcedora da Pitú, e o telequete ia esquentando, mas a turma do deixa disso apareceu. “Que mulé braba do caralho”, era o cometário geral. No segundo tempo, fui para o outro lado da arquibancada, para ver os gols do segundo tempo mais de perto. Givanildo conseguiu mudar o tempero da peleja, tirou Alex Oliveira, Tubarão e Fernando Migué, meteu Lecheva, Roberto e Paulinho, e o time da Belco deslanchou - 4 x 0. O placar não foi maior porque o goleiro da Pitú fechou a barra. P.S.: Eu soube que o São Paulo quer contratar Catatau (o massagista do Santa Cruz) e Peninha (o roupeiro).

sexta-feira, 17 de março de 2006

Qual o seu volante (tricolor) inesquecível?

Nota da redação O Blog do Santinha passa a publicar textos sobre futebol, sob diferentes pontos de vista, de vários lugares do Brasil. Para iniciar, publicamos o texto do escritor José Roberto Torero (www.blogdotorero.blog.uol.com.br), onde ele pergunta: qual o seu volante inesquecível? Como ninguém é de ferro, deixamos a pergunta à massa coral: qual o seu volante tricolor inesquecível? Aceitamos sugestões de textos para publicação. *** Qual o seu volante inesquecível? por José Roberto Torero Eleger o volante inesquecível é um paradoxo, pois o volante é o mais esquecível dos jogadores. E antes que o leitor franza o cenho, pense em quantas vezes você gritou o nome dos volantes do seu time. Poucas, muito poucas. Gritamos os nomes dos artilheiros quando eles marcam gols, dos meias quando dão belos dribles, dos goleiros quando fazem grandes defesas, dos zagueiros quando salvam um gol em cima da linha e, às vezes, até dos laterais quando cruzam com perfeição. Mas os volantes, que são os que saem mais sujos de campo, nunca têm o seu nome gritado. E eles não reclamam. O volante é, antes de tudo, um discreto. Ele é um destruidor, mas não o destruidor-salvador, como os zagueiros e os goleiros. Ele não mata o dragão que solta fogo pelas ventas. Mata-o quando mal começa a engatinhar. O volante acaba com a jogada antes que a jogada seja realmente uma jogada. Por isso não é visto como herói, mas como operário. E ninguém bate palmas para os operários. Ou você já parou em frente a uma construção e começou a aplaudir os pedreiros dizendo: “Que alinhamento de tijolos! Uma beleza, uma beleza!”? Não, meus caros, os volantes nasceram para a sombra. Mas há exceções. Creio que as duas maiores são Zito e Dunga, que nas Copas lideraram suas seleções. Eles são símbolos de eficiência e garra, mas também foram os generais de vitórias inesquecíveis (se bem que, cá entre nós, o pessoal lembra mais de Pelé, Garrincha e Romário). Existem vários tipos de volantes. Há o volante-jumento, que distribui patadas para todo lado, e entre estes o meu ídolo era Chicão. Seu bigode de bandido mexicano impunha respeito. E o bigode combinava com seu futebol. Há o volante-gato, que tem um estilo mais aristocrático. É o caso de Zé Carlos, que desfilou seu futebol pelo Cruzeiro e pelo Bugre, de Andrade, que jogava o fino no Flamengo, de Dudu, símbolo palmeirense, de Carlos Alberto Pintinho, do Superfluminense, e de Marcos Assunção, que jogou algum tempo pelo Santos. Desta estirpe também são muitos meias recuados, como Cerezo, Falcão, Carpegiani, Renato, Juninho Pernambucano e Rincón. Batista, do Inter, fez o caminho inverso. Era um volante e virou meia. E era dos mais completos. Marcava, tinha um bom passe e um fôlego de camelo. Aliás, os volantes-camelos são um capítulo á parte. Eles correm muito e nunca se cansam, como Biro-Biro, César Sampaio, Paulo Almeida, Flávio Conceição, Fabinho, Mineiro, Josué e o belo Amaral. Há o volante-carrapato, como Caçapava, China, Wilson Mano, Galeano, Bonamigo e seu exemplo máximo: Mauro Silva, que desde os tempos de Brangantino já transformava times médios em equipes competitivas. E o volante-formiga, típico do São Paulo, como Pintado, Doriva e Dinho. Esses são bem fáceis de esquecer. A não ser que você seja são-paulino, porque os volantes do nosso time, a gente lembra. Pelo Santos, por exemplo, além dos já citados Zito, Chicão, Dunga, Paulo Almeida, Renato, César Sampaio e Marcos Assunção, lembro de Dema, que parecia que iria chegar à seleção, Lima, o cornga, que no começo dos anos 70 se fixou por ali, Clodoaldo, o tricampeão, Carlinhos e Gallo, do time de 95, e agora há este Maldonado, tão bom que é o principal xodó da torcida. Apesar de ser volante. Mas há outros, muitos outros. Há Vampeta, boa mistura de habilidade e velocidade e marcação, Vanderlei, daquele Atlético campeão brasileiro em 71, Nasa, um volante-volante, Claudecir, que até fazia gols, Márcio Araújo, que pôs Falcão na reserva, Bernardo, que parecia ter dois metros e meio, a dupla da seleção, Émerson e Zé Roberto, que tanto sucesso faz em terras estrangeiras, e os outros que eu esqueci. Mas, como já disse nas primeiras linhas, os volantes são esquecíveis. O meu voto só revelarei amanhã, aqui na seção "Sábado do criolo doido". É um voto tão particular que merece um texto especial. Mas você pode votar já. Diga aí: Qual o seu volante inesquecível? Ps. nos últimos dias, temos tido dificuldade para acessar o Blog do Santinha. Estamos tentando ver qual é o problema, e aceitamos a colaboração dos feras da computação.

quinta-feira, 16 de março de 2006

João Henrique "Peruca" fala sobre a instabilidade coral

Nosso repórter Joãozinho Peruca aproveitou uma farra bem servida e escreveu suas observações sobre o Santa 2 x 2 Vitória, para o Blog do Santinha. *** João Henrique analisa o jogo do tricolor pelo radinho, enquanto comia sushi. O pessoal da produção do filme deu um jantar para comemorar a finalização do trabalho. Foi no apê da produtora. Quer dizer, apê uma ova. Era quase uma mansão suspensa. Apesar do tamanho e da beleza do local, o encontro rolava descontraído, regado a cerveja, vinho e comidinhas de qualidade total. Mesmo com a paisagem do Capibaribe escancarada na minha frente, o som perfeito e pessoas interessantes conversando, o foco das minhas atenções estavam naquele radinho de pilha minúsculo que transmitia o jogo do Santa. Eu tava aflito pra burro. Cara, o Vitória da Bahia não saía do ataque. Pensava “putz, eu sei exatamente o que está acontecendo. Niguém do time tá batendo um prego numa barra de sabão”. Esta sensação, todos os tricolores que acompanham o Santinha já sentiram várias vezes. É como se, ao invés de preleção, Giva botasse “E o Vento Levou” pra os nossos craques assistirem. Produtividade é uma palavra-chave nessas situações. E o porquê do time jogar bola um dia e esquecer tudo no outro é um problema que a comissão técnica tem que resolver. Caramba, já cansei de ver profissionais talentosos de várias áreas oscilando na produção do seu trabalho. Às vezes tá com a gota e tudo flui. Vez em quando trava e fodeu. A grande pergunta é “Qual é o problema, meu irmão?” É isso que eu sinto no elenco, porque Tiago, Carlinhos, o Mago, Valença, Alex, Neto e por aí vai, esses caras sabem do traçado e já mostraram isso aí. Lembro de uma reportagem do Blog do Santinha dando o maior valor a Neto. Todos concordaram. A parada é a seguinte: quer falar com Pai Giva venha agora! Senão fica tarde demais e o nosso amado tricolor vai ficar nessa instabilidade, igual a namorada com TPM. O sushi foi servido e eu comi um monte. O jogo estava 1x1, mas o burro-negro da boa terra tinha jogado bem melhor até então. Porra! Os veados viraram. Caralho! Paulinho , que há tempos não fazia nada, empatou um minuto depois. Eu tava puto com toda aquela agonia e fui beber.

Zabumbeiro Coral comenta Santa 2 x 2 Vitória

A redação do Blog do Santinha está ampliando sua equipe de colaboradores, para ver o Santa de diferentes ângulos e pontos de vista. Inaugurando a série "A partida de ontem", vamos aos breves e contundentes comentários do zabumbeiro coral, Gerrá Lima *** De todas as partidas que vi este ano, esta foi a "mais ruim". Até valença deu pixotada em campo. O ídolo de joão valadares, o goleiro anderson, ainda está longe de ser o paredão que a torcida quer ver, se ele tem futuro, aí é coisa para se perguntar a Mãe Diná. As laterais, para esta Copa do Brasil, vão ser um sofrimento para os tricolores, uma vez que Osmar já jogou pelo América mineiro e não pode mais jogar por nenhum time na competição. No meio-campo, já tem gente sentindo saudade de Andrade Cabeção, mas dizem que Zada vem aí, e se ele não esqueceu o futebol lá pras bandas do além-mar, como fez Édson Mendes, vai dar uma qualidade melhor ali na cabeça da área. Se Alex Oliveira e Tiano não quiserem dar suor pelo Santinha, vai ser complicado. Por falar em Tiano, esse anão tem que mostrar futebol, interessante é a observação de Chiló - depois das 22 horas parece que ele tem que sair do campo, porque é muito tarde para criança jogar. No ataque, Tubarão e Bala são bons de bola, mas o elenco não tem aquele cabra raçudo estilo Grafite, que faz gol de canela, de bico, de cabeça, o famoso matador. Marcos Brito não joga nem em pelada de caducos e Paulinho, esse só serve para o banco. A torcida está temerosa, afinal, estamos na Série A e o trauma da volta ainda é muito vivo nas nossas cabeças. Ps. a redaçao do Blog do Santinha aguarda mais textos. Fiquem à vontade.

quarta-feira, 15 de março de 2006

Sanfona Coral vai ficar mais saudável

A Torcida Organizada Musical Sanfona Coral está com tudo certo para confeccionar mais um lote de camisas que serão vendidas a preços módicos para os fãs, curiosos e o público em geral. O patrocínio com a Moura Tacógrafos foi renovado e um novo contrato foi fechado com o Instituto Pernambucano de Medicina Sexual (IPMS). Como estamos em tempo de escândalos, a equipe do Blog do Santinha foi a campo investigar os bastidores dos patrocínicos e descobriu que a logomarca da empresa de tacógrafos (segundo o Aurélio, trata-se de um aparelho que registra velocidades, um tacômetro registrador) continuará sendo veiculada na camiseta em troca de uma pequena quantia em dinheiro. Já o contrato com o Instituto de Medicina Sexual é obscuro e foi firmado após uma série de reuniões secretas. Gravações clandestinas enviadas para a redação do Blog confirmaram nossas suspeitas iniciais: o sanfoneiro Chiló e o zabumbeiro Gerrá trocaram o espaço publicitário na camisa por dois tratamentos completos, um para ejaculação precoce e outro para impotência. Contactados pelos jornalistas, inicialmente os dois negaram a informação, mas diante das gravações em nosso poder, admitiram que negociaram os tratamentos em nome de "pessoas conhecidas". A julgar pelo sumiço da Sanfona nos últimos jogos do Santa, o IPMS terá uma grande oportunidade para demonstrar que pode fazer milagres e se consolidar como uma referência regional na cura de disfunções sexuais. Em tempo: assim que as camisas ficarem prontas, o Blog do Santinha informará como será feira a venda do produto.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Anotações sobre o jogo a R$ 1,00

Por Samarone Lima Amigos corais, Desde que este Blog do Santinha foi criado, em 10 de agosto do ano passado, estamos batendo na mesma tecla – os ingressos no Arruda precisam ser mais baratos, a massa coral não tem condições de ficar pagando dez, doze, até quatorze reais para ir ao estádio. A invenção do “Futebol Solidário” não resolve uma questão que é geral: muita gente quer simplesmente ir ao estádio, comprar seu ingressinho e ver o tricolor em campo, sem aquela confusão de trocar alimento por ingresso, enfim. Mais que isso, muita gente quer levar a namorada, a esposa, o filho, e não pode. Nós sempre defendemos uma formulação lógica que é simples: Ingresso barato = arruda cheio. Chegamos a fazer um protesto oficial, a Sanfona Coral deixou de tocar uma vez, saíram notinhas nos jornais. Ontem aconteceu o que tanto queríamos: ingresso barato para a multidão coral. Barato não, quase de graça. Nem o mais otimista esperava tanto: R$ 1,00 para ver o Mais Querido em campo. Sabemos muito bem que nem sempre dá para fazer este tipo de promoção, mas o resultado foi maravilhoso: Arrudão cheio, a massa coral feliz, e para completar, a vitória por 2 x 0, com dois gols do nosso Caaaaaarliiiiinhos Bala-bala!! Há tempos não via tantas famílias no estádio. Marido, mulher, filhos, todos de Santa Cruz, dos pés ao cocoruto. E vejam só, que bela programação para o domingo de sol: levar a família para ver o Mais Querido. Há quanto tempo um assalariado não tinha condições sequer de pensar nisso? Antecipadamente, já pedimos à diretoria: ingressos a preços razoáveis, sempre. O clima era de festa. Muita gente que há tempos não sabia o que era uma arquibancada, estava por lá. Os bares ao redor do Arruda estavam cheios, e muita gente ganhou seu dinheirinho, para começar a semana bem. Milhares de espetos torravam nas brasas, do lado de fora do estádio. Era fumaça até uma horas. As barracas à beira do canal estavam entupidas. Faz tempo que eu não via tanta gente sorrindo. Diria que ontem, no Arruda e arredores, havia uma espécie de onda magnética, que provocava sorrisos até nos mais sisudos. Ontem, no Arruda, os depressivos se recuperaram, os suicidas desistiram do intento, os violentos se abraçaram. A única nota destoante foram as três estúpidas brigas no miolo da Inferno Coral, mas toda festa tem isso mesmo: aquele convidado que toma todas e faz merda, vamos perdoar, mas é algo que realmente não tem nada a ver. É como irmão brigando com irmão. Inácio, meu amigo de Blog e das lidas jornalísticas, assistiu a partida ao lado de um sujeito que tinha um boneco, com a roupa do Santinha. Era uma homenagem ao nosso Bala. Vejam que beleza a cena. O sujeito, um senhor, pai de família, sai de casa, vai a uma loja de brinquedos, compra um boneco, bota a roupa do Santa e o leva ao estádio. Passou o jogo com o boneco nos braços, acalentando, como se fosse um filho. A imagem é singela, cheia de beleza e amor. Ah, amigos, o tricolor é sempre um menino que não cansa de buscar a alegria, a festa. O verdadeiro torcedor do Santa vive uma eterna infância. Se o Santa não existisse, o futebol seria uma tolice, praticado por bárbaros e esquisitos. Para a tarde ser completa, faltava somente o velho xodó ser invocado. Lá pelas tantas, a massa começou: “Ah, é Rosembrik!”. O velho Giva escutou, acionou o massagista, que percorreu 200 metros em cinco segundos. “Tua vez, mago”, disse, botando os bofes para fora. O xodó entrou. Estávamos com saudade daquele magricela com a bola nos pés. Poderíamos incluive cantar "Rosembrik maravilha/nós gostamos de você", porque é mesmo um jogador que caiu nas graças da torcida. Deu tudo certo, ganhamos os três pontinhos e estamos quase na pontinha da tabela. Quero dar uma cipoada na coisa, no clássico. Vai ser a arrancada final para o bi. Só não entendo a ausência da Sanfona Coral, para a festa ser completa. Agora tem essa novidade: cada jogo tem alguém da Sanfona contundido. Ontem, foi a vez do zabumbeiro. Dizem que ele, Gerrá, foi palitar os dentes, depois do almoço, e acertou aquela velha obturação. Amigos, eu já vi desculpa ruim, mas como essa, francamente...

sexta-feira, 10 de março de 2006

Cartinha para Aristóteles Cantalice

Em primeira mão: a FPF declara guerra ao Santa Cruz proibindo ingressos a R$ 1,00. Esse é o documento que acabou se ser assinado pelo chefe de Cantalice. Basta clicar em cima da imagem que ela aumenta de tamanho e dá para ler direito. Caro Aristóteles Cantalice, há poucos minutos li uma frase de sua autoria, publicada na página de esportes do site JC OnLine. Inicialmente, fiquei indignado com aquilo que, por breves instantes, interpretei ser uma desfaçatez da sua parte. Mas, após a emoção inicial, percebi nas suas palavras a transparência e a sinceridade que tanto sentimos falta no futebol. Então, resolvi escrever essa cordial missiva para agradecê-lo. De coração, sou grato por ter deixado tão claro como funcionam as coisas no submundo do futebol. Quando o senhor falou que "quem tem que saber a hora do sorteio é a Comissão e ela tem a prerrogativa de fazer o sorteio quando quiser" - se há alguma distorção em suas palavras, nos queixaremos juntos ao repórter do JC OnLine, pois só fiz copiar e colar usando os recursos da tecnologia - expressou claramente que, entre os donos do esporte no País, as coisas são decididas com as portas fechadas, ignorando leis ou direitos. O senhor deixou bem claro que os donos do futebol não se importam com o estado de direito. Com certeza, sua intenção era explicar detalhadamente ao público que a comissão de arbitragem e a federação para o qual o senhor trabalha não estão dispostas nem mesmo em disfarçar as atitudes arbitrárias. Espero que todos compreendam que o senhor e seus chefes nem se preocupam em perder tempo para dar um verniz de legalidade naquilo que é ilegítimo, ilegal e imoral. E que não adianta ficar esperneando por decência. É bandalheira, e pronto. Creio que o senhor nunca se preocupou em ler o Estatuto do Torcedor (legislação em vigor do País onde o senhor vive, vota e, teoricamente, paga seus impostos), onde diz claramente, em seu artigo 32, que "é direito do torcedor que os árbitros de cada partida sejam escolhidos mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados". Na linha de baixo, está bem nítido: "O sorteio será realizado no mínimo quarenta e oito horas antes de cada rodada, em local e data previamente definidos". E tem mais: "O sorteio será aberto ao público, garantida sua ampla divulgação". Mas, como disse anteriormente, quem está se importando com isso, aí na Federação? Não há dúvidas de que a vontade e as conveniências dos senhores está acima de qualquer papel aprovado no Congresso. Foi isso que o senhor quis dizer com todas as letras. Melhor assim, não nos iludimos com a justeza dos resultados ou a idoneidade de uma competição. Com sua desfaça... digo, sinceridade, o senhor também fez um enorme favor a Romerito Jatobá. O presidente do Santa Cruz, coitado, quer recorrer ao Tribunal de Justiça Desportiva. Com sua frase, ele já deve ter compreendido que não vai adiantar nada, afinal o TJD é rubro-negro, como já denunciou esse mesmo Blog do Santinha em matéria do dia 10 de janeiro. Para finalizar, gostaria de lhe informar que não sou partidário da teoria da conspiração. Creio, Cantalice, que o senhor não faz integra um complô disposto a dar o título ao clube sediado na Ilha do Retiro. O que o senhor e os seus pares desejam são apenas duas coisas: que o campeonato, tão ruim coitadinho, tenha uma decisão. E que Homero Lacerda pare de ameaçá-los. Para sinalizar que os senhores estão fazendo direitinho aquilo que foi combinado no jantar (aquele jantar que Givanildo queria tanto ter ido...), nada melhor do que escalar o mesmo juiz que foi tão útil ao time dele na última segunda-feira. Na minha opinião, essa foi outra demonstração clara de como se exerce o poder no futebol de Pernambuco. Infelizmente, no domingo teremos de receber seu subordinado, o senhor Sobral, aos gritos de "ladrão". É notório que, no Arruda, não somos bons anfitriões, portanto é melhor o senhor não aparecer por lá, pois nem todos estão agradecidos pelo serviço prestado à democracia. Do amigo Inácio França

quinta-feira, 9 de março de 2006

Folia em Brasília (?!?!?!?!?!)

Numa prova incontestável que a equipe do Blog do Santinha está tomada por uma lerdeza sem tamanho, uma semana depois do carnaval voltamos a publicar imagens de tricolores em folia. Desta vez, a farra foi em Brasília. Isso mesmo, Brasília, cidade que registra a segunda maior audiência do Blog. Nas fotos estão Valter Ananias (com a camisa da Sanfona Coral), Nélson Mascarenhas, Fábio Barbachan, Sávio Assunção, Marcelo Fonseca, esposas e filhos (todos tricolores, claro). As fotos foram repassadas por Alexandre dos Anjos.

quarta-feira, 8 de março de 2006

O que aconteceu com o Santa?

por Inácio França Na véspera da goleada a intrépida equipe de repórteres do Blog do Santinha fez uma série de entrevistas com amigos e conhecidos tricolores na esperança de encontrar uma resposta para a pergunta "O que está acontecendo com o Santa?". Nossa ansiedade chegou ao cúmulo depois da derrota para o Ypiranga, acompanhada do vexame provocado pelos Carlinhos Bala e Paulista. As respostas podem ajudar a compreender o péssimo futebol exibido pelo Santa Cruz nesse início de 2006. Agora, pra ninguém ficar achando que perdeu tempo em responder aos nossos telefonemas ou nos enviando e-mails, leia a opinião de oito tricolores. Adrião Albuquerque, diretor de uma maternidade municipal, filosofou e falou difícil para explicar o fraco desempenho. "O time se desconstruiu no final de ano e o processo de reconstrução aconteceu sobre um jogador, Carlinhos Bala. Deveria ter acontecido em cima de dois, mas Rosembrink não está jogando nada. Em consequência, as jogadas que poderiam resultar em gol simplesmente não são criadas". Alexandre dos Anjos, representante comercial e criador do site Tricolor PE, não vacilou e responsabilizou a "má qualidade técnica do time. É inegável que está faltando qualidade aos nossos jogadores, principalmente àqueles que foram contratados para substituir os que foram embora. A substituição não foi no mesmo nível e não sei se vai dar tempo para o time encontrar um futebol de melhor nível até o início da Primeira Divisão". Mais direto, impossível. O médico Bruno Carvalho acredita (ou acreditava) que o problema é psicológico: "Falta motivação ao time. Os jogadores estão apáticos, como se o Estadual não significasse nada e estivessem esperando o campeonato brasileiro. Basta observar como eles começaram a jogar melhor contra o Ypiranga depois das expulsões: se irritaram e se motivaram". A Sanfona Coral também raciocina: o zabumbeiro Geraldo Lima, o Gerrá, encontrou seus bodes expiatórios: "Não acredito na estória que o time não quer jogar. O que vejo é falta de qualidade técnica, não temos laterais, não temos centroavante e não temos armador, o time hoje depende exclusivamente de Bala. Dar uma dor no ovo ver Edson Mendes e Marco Brito jogando no Santa Cruz". Cá entre nós, para quem já viu Ranielli e o zagueiro Paulão, Edson Mendes é fichinha. Com a autoridade de quem vive o dia-a-dia do departamento de Futebol do clube, o empresário Henrique Melo era o mais otimista de todos antes do jogo contra o Serrano: "O problema é que algumas peças ainda não pegaram condicionamento físico e ritmo de jogo. Veja o caso de Fernando Miguel, por exemplo: é um jogador que seu muito bem nos clubes onde jogou, mas ainda não está em forma. Só falta o time engrenar". O estudante Rubem Júnior preferiu apontar problemas pontuais dentro de campo. Para ele, o "goleiro é fraco, parece uma criança esperniando quando leva uma porrada. Precisamos de um volante que resolva e de um atacante rompedor que não saia da área". Zé Carlos Araújo, analista de sistemas, analisou o time todinho: "Como a maioria, não escapei de buscar na lógica a resposta que queria, ainda que não seja a forma mais adequada pra tratar de futebol: Do ano passado pra cá, perdemos três destaques (Cléber, Osmar e Reinaldo) e apenas um dispensável (Andrade). O pior é que o dispensável foi substituído pelo reserva, tornando-o destaque à força. Então, corrigindo, perdemos quatro destaques. Minto. Perdemos seis, pois Rozembrick resolveu parar de jogar bola no fim do ano passado e Valença caiu devido às contusões. Não conseguimos até o momento nenhuma substituição à altura desses jogadores. Anderson demonstrou muita inexperiência". Zé Gustavo Silva, jornalista que já acompanhou os bastidores do clube, revela um problema que merece atenção especial: "Ao contrário do ano passado, esse ano há uma disparidade imensa entre os salários da equipe. Tiago Tubarão, por exemplo, chegou ganhando uns R$ 35 mil, enquanto o salário de Carlinhos Bala deve estar em torno de R$ 25 mil. Isso provoca problemas, como o de Valença, que nunca esteve machucado coisa nenhuma. Curou o joelho quando ganhou um reajuste para R$ 20 ou 25 mil. Além disso, o tme está jogando de salto alto, como se pudesse ganhar pelo nome, pela fama. E o goleiro Anderson precisa parar de fazer muganga para a torcida".

sábado, 4 de março de 2006

Habemus futebol! - versão revista e ampliada

Buzinaço no ouvido de Rosivaldo Sérgio dispensa as sociais O terceiro gol, numa foto merreca
Aquela história de que, no Brasil, o ano só começa depois do carnaval parece que é mesmo verdadeira para o tricolor: finalmente, o time venceu jogando futebol de gente grande. A torcida saiu do Arruda com a sensação de que o 4 de março era 1º de janeiro. Como resenha de jogo se escuta em rádio e descrição da partida se lê nos jornais, o Blog do Santinha concentrou as atenções em dois personagens que entraram em campo... Alex Oliveira, um líder com três pulmões por Inácio França Cena um: Numa bola dividida, o camisa 8 tricolor entra duro, com a medida certa de violência, num atacante do Serrano. Não foi uma simples falta: ele matou a jogada com aquele ar de quem avisa "não venham cantar de galo, aqui mandamos nós". Cena dois: Vaiado pela torcida durante boa parte do primeiro tempo, Periz vai à linha de fundo e acerta um cruzamento perfeito. Faltou pouco para sair o terceiro gol. Imediatamente, Alex Oliveira vai em direção ao lateral-esquerdo e o aplaude ostensivamente, dando força ao colega e mandando um recado aos impacientes. Cena três: Alex marca o quarto gol, depois de um passe perfeito de Osmar, que estava cara-a-cara com o goleiro, mas preferiu "dar " o gol para companheiro na pequena área. O camisa 8 comemora fazendo um gesto em direção a Osmar, como se dissesse "o gol foi seu". Esses três momentos servem como símbolos da atuação do meia tricolor, que mal chegou ao Arruda, mas tem tanta intimidade com as três cores como se tivesse nascido no gramado e passado a primeira infância num berço atrás da barra da rua das Moças. Foi Alex Oliveira quem intimidou o adversário, peitou o juiz, tomou conta do meio-de-campo, apareceu para tabelar e apoiou os companheiros. Talvez tenha sido o melhor em campo nesta goleada contra o Serrano. Na saída do estádio, caminhando pela beira-canal, olhei para o passado e compreendi que um jogador como ele teria mudado a história das partidas contra o Grêmio na Segundona-2005. Olhando adiante, deu vontade de vê-lo jogando um clássico contra a coisa ou tranquilizando os mais jovens nas partidas mais difíceis da primeira divisão.
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Periz: a má fase que a torcida não perdoa

Por Samarone Lima

Um amigo meu que é jornalista me confessou: antes do jogo, já tinha torcedor esculhambando o lateral Periz, dos pés à cabeça. Só não chamou o negão de santo, mas o resto foi cacete. O sujeito não tinha pego na bola, e já era o pior em campo. O torcedor do Santa espumava de ódio e queria jogar o radinho no atleta. Então aconteceu algo comigo: fiquei torcendo desesperadamente pelo lateral, que sempre foi mediano, mas entrou naquele período terrível para qualquer atleta, que é a má fase. E quanto mais eu torcia, mais a torcida coral pegava no pé do jogador, vaiava, xingava, esculhambava. Teve um momento que ele pegou a bola, estava meio sozinho e deu um passe franzino, que caiu justamente no pé do adversário. Aquele passe que ele não erraria nunca, mas errou porque estava sentindo a pressão. Estávamos na metade do primeiro tempo, e o lateral devia estar rezando para acabar logo aquele tormento. Vi que ele suava frio. Do outro lado, Osmar. No segundo tempo, ele atacou pela direita, do lado que eu estava. Ele não podia tocar na bola, que a torcida entrava em êxtase. “Vai, Osmar, vai meu garoto”, dizia um coroa ao meu lado. No primeiro tempo, quando Periz tocava na bola, o mesmo coroa soltava um berro: “solta essa bola, fila da puta!” O resultado foi simples. Cada vez mais empurrado pela torcida, Osmar fez o diabo. A minha constatação psicológica foi a seguinte: de um lado, estava o ódio da torcida, o perna de pau, que era o velho Periz. Do outro, o amor, o xodó, o queridinho, o que acertava tudo. Como torcedor, senti uma pena dos diabos de Periz, e torço para que ele se recupere. Seu futebol é mediano, mas ele fez um bom Estadual em 2005 e não atrapalhou nossa jornada na Segundona. Mas acho que a torcida precisa dar uma aliviada, pegar mais leve. Outro dia, Carlinhos Bala passou uns oito jogos sem fazer gols. O Dida, goleiro da seleção, anda papando uns frangos que eu vou dizer. Todos eles tiveram a chance de dar a volta por cima. Torço por Periz. Por falar em torcedor, venho sendo esculhambado diariamente pelo sanfoneiro Chiló, por defender a qualidade do jovem arqueiro Anderson. No último jogo, ele fez uma excelente defesa, e um camarada da arquibancada soltou o seguinte comentário: “Esse goleiro é bom, mas é fraco”.

Eu não entendi, e acho que Freud não explica.

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Arquibancadas 1 - O policial Rosivaldo Alves da Silva achou que no segundo tempo a torcida estava tranqüila demais, silenciosa demais, e comprou três buzininhas para o filho Vinícius (o do meio na foto lá em cima) e os sobrinhos Luizinho e Mateus. Arrependeu-se: foram 35 minutos de perturbação da paz pública, até que ele arrastou os meninos e saiu antes do fim do jogo. Provavelmente, foram buzinando até em casa e se acordaram buzinando, acordando os vizinhos rubro-negros. Arquibancadas 2 - Sérgio (na foto do meio) não tem paciência para assistir aos jogos no espaço reservado para quem precisa de cadeira de rodas, junto das sociais. "Aquilo é uma morgação danada. Aqui na arquibancada dá mais trabalho: meus amigos precisam desarmar a cadeira e eu subo sozinho, mas é muito mais animado".

Acabou a ressaca: imagens do carnaval (Olinda)

Minha cobra é folia de primeira
No final da rua de São Bento
Na frente da prefeitura
Calor infernal rima com carnaval
Diante das câmaras das TVs
Descendo a ladeira da 15 de Novembro
A saída da troça Minha Cobra pelas ruas de Olinda foi emocionante. Bandeiras no alto das casas da rua do Amparo, crianças tricolores se juntando para brincar sob os 28 metros de pano preto-branco-vermelho e muita festa em frente à prefeitura sob a agradável temperatura de 36º graus. As fotografias acima são de autoria do designer gráfico tricolor Anízio das Olindas, que acompanhou a troça e depois correu para fazer as fotos das janelas do gabinete da prefeita tricolor Luciana Santos.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Nota oficial da equipe do BLOG

Depois da derrota para o Ypiranga, a equipe do Blog do Santinha realizou uma reunião extraordinária de pauta e deliberou que: a) Não vamos escrever nenhuma crônica melancólica ou contrariada b) Não vamos desabafar botando a culpa no jogador fulano, no técnico ou no dirigente sicrano c) Vamos colher várias opiniões de tricolores para responder à pergunta: "O que está acontecendo com o Santa?" d) Enquanto a gente não faz todas as entrevistas, informamos aos interessados em ter textos publicados que enviem o material para o e-mail blogdosantinha@gmail.com, com o respectivo nome e qualificação (no caso dos novatos)