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sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

O dia em que o Arruda chorou

Por Samarone Lima Amigos corais, Ainda me recupero das emoções daquela tarde de 26 de novembro de 2005. Mesmo sem ser místico, e já sendo, diria que algo aconteceu no Recife, naquele dia imenso. Mais que isso: algo aconteceu no Arruda, naquela tarde ensolarada. Há muitos anos vou a estádios. Já morei em alguns estados da Federação (Ceará, Maranhão, Pernambuco, São Paulo), e, como amante do futebol, já assisti jogos em muitos estádios da Federação. Presenciei coisas inacreditáveis de torcidas. Mas no sábado, o dia em que o Santa foi para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, algo aconteceu de definitivo e insuperável. E aconteceu quando o time entrou em campo. Dei um breve aceno aos nossos atletas, e decidi olhar para a torcida, os lances superiores da arquibancada. O milagre estava acontecendo. Milhares de tricolores choravam de soluçar. Olhei para Rita (foto), a doce Ritinha, namorada do magro Valadares. Com as mãos cruzadas, certamente rezando, ela chorava de corpo inteiro. Emília era pranto da cabeça aos pés. Subi a vista para os degraus de cima. Velhos tricolores enxugavam as lágrimas com o dorso das mãos. Homens sérios tiravam os olhos para conter o desamparo. Mulheres encostavam o rosto no ombro do companheiro e suspiravam: “Ai, esse time acaba comigo…” Mas a torcida conseguiu se recompor. Não poderíamos chorar mais que cinco minutos, porque o time precisava mais de suor do que de lágrimas, naquele início de jogo. Veio o gol da Portuguesa, aquela verruga em nossa jornada. A torcida aguardou com paciência a virada, a inevitável e merecida virada. Eis que Reinaldo recebeu a pelota, dominou, e mandou para a gaveta. Neste momento, céu e terra tornaram-se uma coisa só, os anjos desceram todos para o Arruda. Na comemoração, as lágrimas novamente desceram abundantes, lavaram as arquibancadas do Arrudão, por pouco não encheram aquele fosso que nos separa no campo. De todos os lados, de todos os tamanhos, idades, classes sociais, os tricolores eram um mesmo e inconsolável pranto. Pranto de felicidade. Minutos depois, Reinaldo tocou de cabeça e a pelota voltou ao barbante: Santa 2 x 1. Todos os milhares de torcedores viraram um corpo só, uma alma coletiva, uma emoção inseparável. Estava selada a nossa classificação para a Série A. Mas faltava o título. Não entrarei nos detalhes da tragicomédia alvirrubra, que nos tirou o merecido título de campeões da Série B. Cada um tem a lágrima e o time que merece. Deixemos isso de lado. A barbie deixou o Grêmio de Regatas ganhar o título no grito. O fato é que aquela tarde de sábado, no Arruda, vai ficar marcada para sempre na memória, na célula, no sangue de cada tricolor. Estavam ali, certamente, todos os velhos torcedores que já partiram. Estávamos nós, que contaremos a jornada de 2005 para os filhos e netos, repetidas vezes. Diria que estavam, também, os tricolores que ainda nem nasceram, mas já existem. Ah, amigos, foi uma tarde em que o Arruda inteiro chorou. E feliz de uma torcida, capaz de cair num soluço incontrolável ao ver o seu time em campo.

13 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Arrepiou a alma!

12/02/2005 12:57:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Como eu já disse anteriormente, ser tricolor não é pra quem quer é pra quem consegue!

12/02/2005 01:38:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Samarone, mais uma vez tu acertou na veia. Só quem é tricolor de verdade sabe mensurar a emoção que sentimos naquela tarde de 26.11.2005, sendo que duas passagens desta crônica me tocaram pra valer: "Os velhos tricolores que enxugavam as lágrimas com o dorso das mãos" e "Diria que estavam, também, os tricolores que ainda nem nasceram, mas já existem".
Da primeira passagem, tudo que me vem a mente são as lembranças do meu querido Pai (vivo graças a Deus), que me levava ao Arrudão desde meninote e quando Eu não ia junto, era daqueles, segundo contam seus amigos, que arrumava confusão até nas sociais(na minha opinião é o lugar mais perigoso do Arrudão). Comparecíamos, inclusive, aos jogos de meio de semana, contando que morávamos em Surubim (PE) - Capital da Vaquejada (minha família ainda reside lá), distante 127 km de Recife(PE). Confesso, que a partida e o resultado não eram a parte mais importante pra mim, pois tudo era festa mas, a parte que mais gostava era quando no caminho de volta parávamos numa tal Churrascaria Cigana Rita Ribonesa, situada na saída de Paudalho(PE). Com tão pouca idade, eu não podia avaliar que naquele local funcionava um baita de um puteiro, onde meu Pai e sua equipe enfiavam o pé na jaca. Hoje no local, funcionam um lava-jato e um motel. Esta última atividade comercial deve se tratar de uma espécie de metamorfose do ramo incial. Agora pense num galêto bom. Amigos corais, esta volta por cima do NOSSO SANTA, antes de tudo, vai encher de orgulho e esperança estes velhos tricolores. Meu Pai e vários de seus amigos deixaram de ir a campo após aquele vexame contra o Bahia(nem sei se foi de 4 ou 5 que tomamos). Ainda consegui arrastá-lo por três vezes ao Arruda e ele me sentenciou: vim por sua causa, pois basta olhar o estado de abandono do nosso clube pra saber que o time não presta. Ele "tinha" toda razão. Sei que desta vez temos um bom time mas, a estrutura do nosso clube tá precisando de muito mais carinho.
A outra passagem: "Diria que estavam, também, os tricolores que ainda nem nasceram, mas já existem", parece até, que foi escrita para mim e minha esposa, que gera um(a) novo(a) tricolor (ainda não sabemos).
Parabéns Samarone por esta crônica fantástica! Parabéns TORCIDA TRICOLOR! Parabéns aos TRICOLORES QUE ESTÃO A CAMINHO e um Parabéns mais que especial para NOSSOS VELHOS TRICOLORES!!!

12/02/2005 02:20:00 PM  
Blogger Bosquímano said...

Rapaz, eu já chorei ao chegar em Recife.

fui com a incumbência de levar uma amiga pela primeira vez ao Arruda (para um jogo do Santinha), quando olha para o lado, a figura está aos prantos...

só que é tricolor sabe exatamente o que é isto.

12/02/2005 02:26:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Bosco apareceu!!!!!!!!!

Aleluia!! O homem que jogou a toalha está entre nós novamente

12/02/2005 03:20:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Uma perguntinha básica, agora que eu soube que o Grêmio está interessado em Valença, onde andam Rovérsio e Sidraílson? Pelo que lembro foram emprestados ao futebol português, não foi? Voltarão? O Santa Cruz receberá alguma grana em caso de negociação? Ou vamos esquecer isso tudo já que o Santa voltou À primeira divisão?

12/02/2005 04:59:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Que a barvie vá tomar no cú

12/02/2005 05:25:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Caro Samarone,

Eu acho que o Santa Cruz mereceu subir, mas o Grêmio Foot-ball Portoalegrense mereceu o título.
Foi o único invicto da fase final e, após a oitava rodada, quando ganhou do Sport Recife, acumulou a melhor campanha disparado.
E tem mais, o Náutico se afrouxou porque jogava contra o Grêmio, assim como se afrouxaria o Santa.
Sorte para vocês na primeirona.

12/02/2005 05:56:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Caro perseu, se aquele jogo do seu time fosse no Arruda, contra o Santinha, você estaria caladinho agora. E esse negócio de frouxidão é para vocês aí, de Pelotas. Aqui não tem disso não !

12/03/2005 06:16:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Corajoso anônimo,

Nós jogamos 5 com o Santa Cruz. Ganhamos todas no Olímpico, empatamos uma aí que deveríamos ter ganho e só perdemos uma com um gol espírita, quando dominávamos.
E aqui ninguém chorou porque estava subindo para a série A. Até porque não se chora quando se volta para casa, a não ser que o tempo longe tenha sido muito grande.

12/03/2005 11:18:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Caro Perseu,

Eu sei que vocês aí do Rio Grande do Sul só choram por um único motivo na vida: quando o homem de vocês vai embora não é?
É preciso ser muito macho pra chorar apenas por um único motivo na vida.
AAAAAAAHHHHHHHIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!
SAUDAÇÕES TRICOLOES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

12/04/2005 06:10:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

CHINELOS!

Vocês do Santa Cruz são é muito CHINELOS! Nunca vão saber o que é ganhar uma Libertadores da América, muito menos, um mundial! Nunca!

Toda a vez que vem aqui no Monumental, é a mesma história... O tricolor de Porto Alegre dá um laço em vocês!

Vocês não sabem o que é ter raça! São um bando de bichinhas cagalhonas que estremecem ao ver o pai de vocês! Não sei como tem cara-de-pau de desmerecer o histórico título do clube mais guerreiro do Brasil!

Foi hilário arrancar a taça da mão de vocês, no estilo mais gaudério...

CHINELOS!

É isso que vocês são!

CHINELOS!!!!!

12/05/2005 02:48:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Caro Pablo,

Você é realmente um legítimo representante da classe - APANHADORES DE SABONETE.
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!!!!!!!!!!!!

12/06/2005 10:19:00 AM  

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