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terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Alegria maior

por Sérgio Travassos, assessor de Imprensa do núcleo de esportes da Universo Desde 29 de janeiro de 1984, em uma partida entra o nosso Santinha contra a Portuguesa (0x0), acompanho incondicionalmente o Mais Querido. Eu, que sempre torci para que o Santinha acertasse a sua vida e nos desse títulos e subisse para a primeira divisão. Eu, que resmunguei erros, gritei incentivando o Tricolor, sorri nos nossos gols, tenho uma confissão a fazer. Tive uma alegria maior do que ver o Santinha campeão da série B ( por 15 minutos, me acostumando, gostando e querendo mais), e vê-lo subir à divisão A do nosso futebol protecionista e conturbado. É isso mesmo. A emoção de subir foi ótima, mas vivi algo ainda mais sublime . Tenho uma filha, 10 anos de idade, de nome Luiza Maria de Oliveira Corrêa, uma tricolinda de verdade. Desde os quatro anos de idade, ela tornou-se uma companheira de arquibancadas. E é pé-quente. Só viu o nosso time perder em três oportunidades, e olha que ela vai muito aos jogos! Luiza sempre curtiu as cores, as roupas, a farra, os xingamentos (nos estádio eu a deixo dizer uns impropérios), as músicas. Músicas que serviram para acalentá-la quando bebê. Ah, lembro do primeiro presente que comprei: uma camisa do Santinha, quando ainda estava na barriga da mãe. Mas a minha alegria maior, confesso agora, foi ter a prova dos nove. Estávamos abraçados em um cantinho do Arruda, ela à minha frente, olhando o gramado, o coraçãozinho dela batia mais que o meu – bom sinal. Depois sentiu vontade de fazer xixi, na hora do pênalti, no que foi prontamente atendida. Depois, desandou a xingar quando a Portuguesa se defendia. Pensava eu: é tricolor mesmo essa minha filha. Porém, no segundo gol do Santa, enquanto pulava com todos, a vi sdesaguando em lágrimas. Pensei: "Deus, alguma coisa deve ter batido nela, ela se machucou!". Abaixei-me e perguntei porque chorava. Ela disse, e eu nunca mais vou esquecer: “porque o santinha virou o jogo”. Depois de títulos, vitórias, rebaixamentos e derrotas, eis que uma tricolinda com lágrimas nos olhos, vem me dar a maior emoção no futebol. Não porque veste-se como tricolor, mas porque sente como tricolor. À minha filha, este texto que me fez chorar mais do que o próprio Santinha.

8 Comments:

Anonymous Anônimo said...

BRAVO!!!!!!!!!!!!


...


J.

12/06/2005 09:58:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

belo, belo, belo.

sama

12/06/2005 10:06:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

É isso aí Sérgio... Tal pai, tal filha. Parabéns! É assim que se educa uma criança! Abração.

12/06/2005 10:14:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

LINDO TEXTO. CONFESSO QUE ME EMOCIONEI. PARABÉNS!!

FRANKLIN

12/06/2005 12:07:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Lindo texto, Sérgio ! Parabéns !! Meu coração acelerou imaginando as emoções que ainda vou viver com minha Lívia, que faz três anos em julho de 2006. Este ano, ela vai ver o time em ação ao vivo pela primeira vez !

12/06/2005 10:41:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

A emo;'ao de ser tricolor [e inexplicavel. Tu chorou Sergio, mas saiba que n'ao foi o unico. Luiza emocionou todos os tricolores de verdade, chorei tambem com muita emocao de saber que o mais querido tem uma nova geracao de torcedores apaixonados como nos.

sauve o santa cruz

cobra coral - df

12/07/2005 02:00:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

lindo texto serginho.

Luiza é linda.
sou testemunha de sua frequência nos jogos, já assisti muitos ao seu lado e adoro vê - la resmungando e dando carão no que verifica estar errado.

bj grande Luíza

malvina

12/07/2005 02:59:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

fiquei imaginando a cena, a emoção. lembrei dos tempos em que meu pai me levava p assistir o Santinha. Sinto saudades de ter meu pai aqui comigo. foi-se o elo, ficou a lembrança.

12/08/2005 04:12:00 PM  

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