Técnicas básicas para educar um bebê tricolor
por Geraldo Lima, funcionário da Justiça Federal e zabumbeiro da Sanfona Coral
- Ainda na barriga da mãe, converse com o bebê sobre o Santa Cruz, falando de suas glórias, ídolos e conquistas. Em caso de vitória, comente os detalhes do jogo com o bebê, descrevendo lance por lance (os melhores lances, lógico), e na hora que a resenha for repetir o gol do mais querido, encoste o rádio num volume bem alto na barriga da mamãe.
- A partir do 5º mês de gravidez, leve a mamãe grávida para o Arrudão, pois, o neném vai sentir as vibrações da torcida coral.
- Prepare o quarto do bebê, com as cores do Santa Cruz, e não esqueça de comprar o uniforme tricolor, além de pendurar uma bandeira do Santa Cruz no berço.
- Lembre-se que o filho é seu, então, não tem essa de tio, sogro ou alguma alma sebosa da coisa ou barbie ficar dando pitaco.
- Outro detalhe, os padrinhos têm que torcer pelo Santa Cruz. Na fase da criança recém-nascida, a primeira palavra a ser ensinada deve ser SANTA CRUZ. Quando chegar as visitas, diga que ele (ou ela) já está falando "Santa Cruz", mesmo que não for verdade, porque todo mundo vai ficar na frente do tricolorzinho: “santa cruz, santa cruz, ...” Não dê os ouvidos para as opiniões dos avós, lembre que se o guri falar "Santa Cruz", você vai poder se amostrar pros amigos pelo resto da sua vida.
- A música a ser cantada na hora de ninar é: “Santa Cruz, Santa Cruz, junta mais essa vitória...”
- Na hora do banho, lavando a pitoca dele, cante: “a cobrinha quando entra no gramado...” OBS: evitar essa música em caso de nascer uma menina (cada coisa tem seu tempo).
- Quando o tricolorzinho começar a andar, compre uma bola do santa cruz, no caso de ser uma menina um bonequinho tricolor. Não esqueça que menino joga bola e menina brinca de boneca: “viadagem” é lá na casa da barbie.
- Sempre associe a coisa e a barbie a algo que a criança não gosta ou tem nojo, por exemplo, diga sempre que o burro-negro e o alvirosa é côco. Em caso de necessidade, passe côco no nariz dele e fique dizendo que os nomes dos dois times adversários.
- Quando você for passear com seu herdeiro e, por acaso, passar pelo chiqueiro ou pela casa da barbie, faça o maior esparro, diga que ali é um cemitério, que tem papa-figo, que prendem menino ali, e se puder, dê uma mijada na frente da sede adversária.
- Na época de levá-lo aos jogos do Santa Cruz, comece pelas partidas mais fáceis, pra não correr risco do menino ver uma derrota tricolor, porém se, por acaso, acontecer isto, enfatize que o árbitro roubou, ou melhor, juiz, porque é uma palavra mais fácil para o pirralho entender. Não esqueça de vestir o guri com o uniforme do Santa Cruz e botar uma bandeira na mão dele.
- No aniversário de 6 anos, faça a festança com o tema Santa Cruz: bolo confeitado com o escudo, bolas nas cores preto, branco e vermelho, caixinhas tricolores. A música da festinha será a do CD “Veneno da Cobra” e os palhaços e animadores devem ser tricolores. Tenha sempre cuidado com as amizades dele.
- Por fim, se aos 12 anos este menino tiver dúvida por quem torce, mande ele para terapia. Chegando aos 16 anos, e este fela-da-puta tiver torcendo pela barbie ou coisa, dê uma pisa nele e bote o safado pra fora de casa. Dedicado a meu sobrinho que está vindo por aí. O nome dele será Heitor e o apelido será Givanildo. As fotos são de uma família de amigos.
11 Comments:
Muito bom.
No meu caso, tenho guardadas uma camisa infantil da coisa e uma do time da barbie para serem usadas pelo meu filho (3 anos) em situações especiais.
Se está malcriado, castigo mais brando: ficar isolado um tempo com a camisa do time da Barbie. Se, entretanto, merecer um castigo mais rigoroso, fica isolado, por um tempo maior ainda, com a camisa da coisa.
Acreditem, funciona muito bem. Ele tem verdadeiro ódio dessas camisas.
amei o que o pedagogo disse, como tb amei o texto da boa educação do tricolor. vou fazer isso com o meu filhinho. massa! amei!
Está faltando um lance importantíssimo e que deixa o futuro tricolorzinho enlouquecido pelo time. Fiz isso com meus dois sobrinhos e deu certíssimo. Estou esperando Igor, que já canta o hino e tb diz "Arreia, Arreia, Arreia, inferno Arreia"...
É o seguinte: Quando o pequeno chegar aos 4 anos leve para entrar de mascote em um jogo do Santinha lá no Arruda. Ele vai ficar enlouquecido. Isso, claro, todo uniformizado com camisa, calção e meião tricolores.
ERRATA
O texto de Júlio Vilanova sobre este tema foi publicado no dia 29 de setembro.
Esse é justamente o meu caso. Minha mulher, está no quinto mês e obviamente eu já tenho cantado o hino. Desafortunadamente estamos no México e ele não poderá ir ao Arruda por enquanto. Mas escuto todos os jogos pela internet e cubro a barriga da mãe dele com o nosso manto sagrado, apesar de ela não gostar porque torce pela coisa (ninguém é perfeito). Mas eu já tenho alertado a ela de que não tem conversa, o pai é tricolor, o avô é tricolor, o tio é tricolor e que educação futebolística é papel paterno e na falta de pai, de avô e de tio, claro tods tricolores. Sem chance, aí vêm outro tricolor!
Felipe Camarão
Ainda bem que tô educando meu filhinho direitinho,sigo fielmente os conselhos, inclusive minha esposa tava com 8 meses e três semanas quando assistimos à decisão contra as barbies, quase que ele nasce dentro do Arruda, tamanha a alegria. Marcos-Garanhuns
uehauehaeuahuhe
aheuaehauehaueh
Muito Bom!
muito boas dicas!!!!
quando no futuro, tiver um filho, vou seguir tudo!!!
Santa na primeira 2006!!!!!!
caro geraldo,
como pai de uma filha, minha amada tricolinda Luiza Maria Corrêa, concordo com a pedagogia da Cobra-coral. lembrei-me até, da época em q a minha menina ainda estava na barriga da mãe (infelizmente burro-negra). estava há uma semana sem se mexer - pelo menos n a ponto da mãe sentir, quando ela virou-se p mim preocupada, pensando a pior das coisas (rubro-negra-pior das coisas, kkkk, n foi proposital). começou c aqueles pessimismos e coisa e tal.
irritado q estava, n lembro nem o porquê - mas, com certeza tinha haver c a mãe rubro-negra, disse-lhe p para c besteira, q a menina só estaria se concentrando p uma partida do Brasileiro. ela insistiu na reclamação e eu, por impulso tricolor comecei: uh! é tricolor! uh! é tricolor!
gente, a menininha mexeu como nunca vi na vida. dei uma gargalhada maior do mundo e provei, naquele instante q nasceria um tricolor ( ainda n sabíamos o sexo).
quando nasceu, comecei a niná-la c o hino, sempre, até por ter um repertório reduzido por ser pai por acidente. logo aos 4 anos, escapuli - acobertado pela minha família de tricolores - Graças à Deus, p o arrudão. Era noite, inauguração da iluminação de 1800lux, lembram? todos de óculos escuros e tirando sarro do resto? mais de 50 mil p ver o nosso timaço golear honduras por 5x1 (honduras q venceria o Brasil anos depois por 3x1 - este seria o placar verdadeiro). Ela brincou, sorriu, fez xixi no arrudão, e dormiu no meu colo.
Daí em diante, foram seguências de vitórias - a menina é pé-quente, e , até hj, só viu o santinha perder 3 partidas (0x1, Criciúma; 1x2, nautitica; 0x3, nautitica). vitórias , várias contra as barbies, contra a coisa, vitória-ba, portuguesa...
esta pedagogia dá certo mesmo. hj , ela briga c todo mundo q esculhambar o santinha e grita: "não importa perder, não importa empatar, n importa ganhar, torcer, torcer, torcer".
abçs gerrá e galera do garrafus, sanfona, família...
Muita legal ver no blogger uma autentica família tricolor!!!!
Sou fã de todos!!!!
Parabéns!!!
Vick Morais
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