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sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Histórias da vida real: uma paixão além da dor

Amor acima da dor
Aconteceu com o jornalista João Valadares, também conhecido como Mago Amarelo, colaborador eventual do Blog do Santinha: durante uma despretensiosa pelada de meio de semana, foi maldosamente empurrado quando estava a caminho do gol adversário. Ao se estrambelhar no chão, deslocou o ombro esquerdo. "Foi uma dor arretada", segundo suas próprias palavras.
Do campinho, foi levado pelos amigos para o atendimento de emergência num famoso hospital ortopédico da capital pernambucana. Nem dirigir, conseguiu. Foi se contorcendo no banco de trás do carro.
No hospital, o médico, um tal doutor Geovânio, escutou o relato e antes de fazer um exame mais detalhado, avisou:
"Vai ter de tirar a camisa para que a gente possa fazer um exame completo, mas vai doer muito e você não vai agüentar. Vamos cortar a camisa! Aguarde um momento que a enfermeira vai pegar uma tesoura".
Acontece que Valadares sempre joga bola usando uma de suas muitas camisas do Santa Cruz. Ele gosta de imaginar um Nenê da vida. Por isso, uma luz de alerta acendeu no seu cérebro:
"Peraí, doutor! Que história é essa de cortar minha camisa tricolor? O senhor é rubro-negro, por acaso?"
"Sim, eu sou rubro-negro, mas não é por causa disso, não. É que você vai sentir muita dor..."
"Tem isso de dor, não. Rubro-negro nenhum vai cortar camisa do Santinha. Você tá é de sacanagem! Vou tirar a camisa com dor e tudo".
Mal acabou de falar, Valadares foi logo colocando em prática sua decisão. Trincou os dentes, deu uns berros e foi tirando a camisa usando apenas a mão direita, pois a esquerda parecia que estava solta, sem movimento. Solidário, o médico tentou ajudar, mas foi repelido pelo nosso herói.
"Fique na sua! Rubro-negro não bota as mãos na minha camisa tricolor." Pelo que João falou, foi uma dor terrível: "Rapaz, doeu muito. Acho que foi a pior dor que senti na vida. Me lasquei todinho, mas salvei a camisa".
O problema só foi corrigido depois de uma pequena cirurgia, com direito a anestesia-geral e duas semanas de licença-médica, longe da redação do Jornal do Commércio. Ainda hoje, mesmo da tala ser removida, o ombro ainda dói. Mas seu orgulho tricolor permaneceu intacto.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Para fazer o exame não precisava tirar a camisa, você estaria mais protegido com ela.

Boa Recuperação.

8/12/2006 07:03:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Perdemos a primeira do pós-copa, 2x0 para o são caetano. Menos mal, o curintias foi enrabado em casa pelo figueirense por 3x1 e nos salvou de voltarmos à lanterna.
Vamos descontar agora no lombo dos gremistas quarta-feira.
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!

8/12/2006 08:37:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

Cabra arretado esse tricolor

8/12/2006 10:55:00 PM  
Anonymous Anônimo said...

eu vi.

joão não foi pra arquibancada mas apesar da cirurgia, da dor etc foi, com sua amada, para as cadeiras do mundão, jogo sta. x curintias, e, amor pelo santinha é amor preto, branco e vermelho...qdo o time do santinha entrou em campo a galera estremeceu o arrudão com gritos e aplausos...joão chorou de emoção. rita, mulher de garra, apertou a mão de seu amado se solidarizando com aquele momento especial.
tô fudido mas tô aqui (certamente pensou joão)

beijo grande

malmal

8/14/2006 08:19:00 AM  

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