Análise isenta, racional e objetiva
por Inácio França
Minha imaginação está de ressaca, impregnada do bom futebol e da alegria que se espalhou pelas ruas do Recife. A crônica fica para outro dia. Hoje vou fazer uma homenagem ao elenco tricolor, tomando como modelo aquelas avaliações que os jornais fazem, citando individualmente os nomes dos jogadores e, destinando para cada um deles, uma análise superficial, pretensamente objetiva e repleta de lugares-comuns.
Vamos lá, um por um:
Cléber: Desde que Birigui saiu do clube e Luiz Neto se aposentou, no final dos anos 80, que a torcida não confia tanto num camisa 1. Tudo bem que, nesse meio tempo, o time teve bons goleiros como Raul e Nilson, mas com Cléber é diferente. Agora, já não preciso encher o saco de meu filho repetindo “ah, bom mesmo era Birigui!” Ou então “Luiz Neto é que era fora-de-série”. Cléber já entrou para a história do clube e para a galeria imaginária dos grandes ídolos. Ontem, fez apenas uma defesa difícil numa bola num chute de fora da área, mas, se fosse preciso, ele estaria lá como as muralhas da China.
Osmar: Nosso camisa 2 não é um craque excepcional, mas tem uma vontade que contagia o resto do time. Mesmo quando não está em seus melhores dias e não consegue apoiar bem no ataque, é seguro na defesa e não faz besteiras. Contra o Avaí, jogou muita bola desde os primeiros minutos da partida. Na minha opinião, foi o melhor em campo. Ah, é bem melhor que laterais consagrados como aquele Beletti, que está no Barcelona.
Valença: Ô sujeito raçudo da peste-bubônica. Não sei se em outros times, como por exemplo no Real Madri ou na seleção, ele jogaria com a mesma aplicação. Afinal, é fácil perceber que nosso zagueirão tem um amor sincero e sem limites pelo Santa Cruz. Ontem, jogou como sempre.
Roberto: Cá entre nós: Roberto é um ex-zagueiro em atividade. Vive se atrasando nas bolas rasteiras ou aéreas. Deve estar ansioso para se aposentar e virar auxiliar-técnico de algum treinador experiente. Cadê Adriano? Por que Adriano não joga??? Também jogou como sempre. Infelizmente. Já Carlinhos Paulista, com sua frieza, é o ponto de equilíbrio lá atrás.
Peris: Melhor que Xavier, sem dúvida. Mais perigoso, é arisco e corajoso. De vez em quando, dá umas farrapadas na defesa, mas ontem se comportou muito bem, chegando a virar o jogo da esquerda para direita numas bolas que só craques sabem fazer.
Neto: Se alguém lembra de ter visto esse sertanejo brincar ou fazer corpo-mole, favor avisar. Não é nenhum chef de restaurante grã-fino, mas sabe fazer o melhor feijão-com-arroz possível. Givanildo deve ter ensinado alguns segredos da camisa 5 para ele. Na partida contra o Avaí foi o melhor em campo (a análise é minha, o texto é meu e o blog é meu. Elejo quantos "melhor em campo" eu quiser).
Andrade: A torcida vive pegando no pé do coitado. É bem verdade que ele fez algumas partidas medonhas, errando passe em cima de passe e sem conseguir marcar nem mesmo a própria sombra. Mas, o saldo do "Cabeção" é positivo. Ele é importante no desarme e, quando não está cochilando, ajuda na distribuição da bola para o meio-de-campo. E chuta forte que é uma beleza! Ele merece um alívio.
Rosembrink: Sem comentários. Vale o que Samarone escreveu no texto anterior, logo abaixo deste. Também foi o melhor em campo contra o Avaí.
Leonardo: Jogou sua melhor partida com a camisa coral. Se repetir as atuações e se poupar na vida extra-campo (para bom entendedor meia dose, ou melhor, meia palavra basta), estamos feitos. Pelo seu passado na coisa e pelo futebol meia-boca que ele vinha jogando, era para a torcida ter sido mais rigorosa, mas como Givanildo é o avalista, até que ele teve vida mansa no Arruda.
Carlinhos Bala: Tá certo, muitas vezes o baixinho é fominha e faz uma jogadas destrambelhadas, mas graças ao seu ímpeto, sua coragem e sua cara-de-pau, as defesas adversárias vivem se complicando. Não tem cristão que jogue despreocupado com Carlinhos solto no ataque. Contra o Avaí, chegou a irritar numa bola em que Osmar passou solto pela direita e ele mandou a bola no vestiário dos juízes, mas acabou sendo o melhor em campo ontem à noite.
Reinaldo: Foi o melhor em campo contra o Avaí. Vocês queriam o quê? O cara marcou três gols, não ficou um minuto sem se deslocar e não vai ganhar o Motorrádio?
Lecheva: O sujeito de nome mais esquisito do futebol brasileiro (parece alguma espécie desconhecida de peixe do Oceano Índico) é bom de bola. Nos poucos minutos em que jogou, fez boas jogadas, bons passes e cruzou bolas com precisão milimétricas na área dos Catarinas.
8 Comments:
Caros Inácio e Samarone:
Acrescentaria como "os melhores em campo" a Fiel e Altaneira, inimitável, do Krai, Torcida Coral a Maior e Melhor Torcida do Norte/Nordeste do Brasil!
Saudações Tricolores!
Enildo
Nem tinha percebido que Lecheva tinha jogado. Leonardo no meu time num vai nem p/ concentração. Quero que ele faça mais gols para me calar.
João Valadares
Da-lhe, da-lhe santa, é simplismente o melhor time do mundo!!!! Agora é ser campeão do melhor campeonato do Brasil. E que arrumem a casa na primeira divisão para receber o melhor do Brasil esse ano.
Caros Samarone e Inácio, quero fazer um convite para que possamos fazer juntos, a maior festa que o Arruda já viu. Na última partida, certamente estaremos classificados e estou pretendendo levar para o Arruda, o Boi da Macuca, aqui de Garanhuns/Correntes, que tal nós nos fazermos junto com a Sanfona Coral a maior "fuleragem" que esse estado já viu? O forró vai imperar no Arrudão. Será um fato histórico.
Abraço a todos. Marcos-Garanhuns.
Alô, pessoal da Sanfona,
Torcedores do Santa em São Paulo estãoprometendo levar ao Canindé uma faixa saudando a TMO Sanfona Coral. Fiquem atentos à transmissão da TV
A Justiça é cega disse...
Os telefones da dupla "esperta" já estão no Blog do Juca, num comentário do post "Palpites: depois da quina, a sena". Está também no Portão 8 (http://www.portaooito.blogger.com.br/). Satisfeitos, panacas?
Osmar, Valença, Bala, Rosembrick, Reinaldo, Neto, Givanildo, Torcida, Cléber... acho que esses foram os melhores.
marcos, traz o boi de zé que vai ser do caralho. ele já tá sabendo desta estória do forró nas arquibancadas. diz a zé da macuca que chiló é o sanfoneiro e gerrá o zabumbeiro da sanfona coral.
Gerrá.
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