Cronistas ainda não entrararam em campo
Por Samarone Lima
Amigos corais,
Este cronista de velhas batalhas corais enfrentou outra batalha, ontem. Fui, com o glorioso escrete do "Caducos Futebol Clube", enfrentar o esquadrão do Sítio Mucuru, lá depois de Goiana, em ônibus fretado pelos próprios atletas locais, aqui do Poço da Panela. Furamos um a zero, seguramos bem até metade do segundo tempo, até que nosso treinador, Edinho "Batman" fez uma série de mudanças que pioraram o time, e perdemos de virada, já no finalzinho do match. O problema todo foi um rombo na lateral esquerda, por onde passava todo o Sítio Mucuru.
Depois disso, foi cachaça, buchada, feijão verde, mais buchada, sarapatel, bode e tudo o que a gente tinha direito, ao som dos bregas mais plangentes. Quando cheguei, soube apenas do 0 x 0 do tricolor, mas já estava meio queimado, nem liguei muito.
Por outro lado, o glorioso Inácio França refugiou-se com sua amada em sua casa-emprestada-pelo-amigo, lá para as bandas de Maragogi, e tudo o que viu de futebol foi uma partida entre pescadores, num bucólico final de tarde. Torceu até o desespero por um dos times, só porque o calção do pescador tinha o escudo desbotado do Santa.
Enquanto não entramos no pique da Série A, aguardamos relatos, crônicas, comentários e análises as mais diversas sobre o jogo do Santinha contra o Figueirense, quando perdemos a chance de largar com três pontinhos fundamentais. A julgar pela crônica especializada, o nosso Santa não começou bem. O Jornal do Commercio deu nota 8 ao zagueiro Adriano, e 6 ao Thiago Tubarão.
Me vem uma questão filosófica: o cara é Tubarão ou é Gentil?
Informo que o juiz anulou um gol legítimo dos Caducos, no início do segundo tempo, alegando impedimento. Seria o segundo gol, e mataria o adversário.
Há relatos verídicos de que fui um verdadeiro Adriano na zaga.
7 Comments:
Como há muito tempo não ia ao Recife, vou comentar apenas uma questão estrutural: a venda de ingressos.
Já é incrível um clube depender quase que exclusivamente da venda de ingressos. Mais incrível ainda é esse clube tratar com tanto desleixo sua principal, quase única, fonte de renda.
Os caras-de-pau dos dirigentes tricolores cobram R$14,00, preço do ingresso dos bons e seguros cinemas da cidade, onde venda e entrada são organizadas, as poltronas são confortáveis, o ambiente é climatizado e os banheiros são impecáveis.
No Arruda, por outro lado, somos obrigados a enfrentar filas desorganizadas, assédio constante de cambistas, bilheterias imundas e fedorentas, cheias de goteiras, apenas para comprar o maldito ingresso. A entrada é outro martírio, onde os tricolores são tratados como GADO. Nas arquibancadas, as goteiras são frequentes, e os banheiros vergonhosos.
Se, hipoteticamente, os elementos PAIXÃO e DEVOÇÃO pudessem ser removidos dessa entidade inefável, o SANTA CRUZ FC, e o futebol fosse reduzido a mero entretenimento, nosso querido clube estaria impiedosamente fadado à falência instantânea.
Parabéns aos 12 mil heróis que foram ao nosso massacrado Arrudão ontem.
Caro bernard, seu comentário virou texto principal.
obrigado pela colaboração, mesmo que tenha sido no sem-querer querendo.
Em complemento ao comentário anterior, apenas observo que a CBF estabeleceu, no regulamento da Série A 2006, que o preço mínimo dos ingressos seria de R$10,00 (ressalvada a meia entrada), o que já é um absurdo, tendo em vista a disparidade entre o poder aquisitivo dos cidadãos de estados como Pernambuco e Ceará daquele dos cidadãos de São Paulo e Rio Grande do Sul. Provavelmente cabe mandato de segurança contra esse disparate.
Mas, de qualquer forma, a diretoria achou pouco e resolveu cobrar R$14,00 pelo ingresso de arquibancada.
Segue capítulo do tal "estatuto do torcedor", lei 10.671/2003, que trata dos ingressos:
(Acredito que a diretoria do Santa Cruz conseguiu descumprir TODOS os artigos da [b]LEI[/b], sem sacanagem..)
[i]CAPÍTULO V
DOS INGRESSOS
[b]Art. 20.[/b] É direito do torcedor partícipe que os ingressos para as partidas integrantes de competições profissionais sejam colocados à venda até setenta e duas horas antes do início da partida correspondente.
§ 1o O prazo referido no caput será de quarenta e oito horas nas partidas em que:
I - as equipes sejam definidas a partir de jogos eliminatórios; e
II - a realização não seja possível prever com antecedência de quatro dias.
§ 2o A venda deverá ser realizada por sistema que assegure a sua agilidade e amplo acesso à informação.
§ 3o É assegurado ao torcedor partícipe o fornecimento de comprovante de pagamento, logo após a aquisição dos ingressos.
§ 4o Não será exigida, em qualquer hipótese, a devolução do comprovante de que trata o § 3o.
§ 5o Nas partidas que compõem as competições de âmbito nacional ou regional de primeira e segunda divisão, a venda de ingressos será realizada em, pelo menos, cinco postos de venda localizados em distritos diferentes da cidade.
[b]Art. 21.[/b] A entidade detentora do mando de jogo implementará, na organização da emissão e venda de ingressos, sistema de segurança contra falsificações, fraudes e outras práticas que contribuam para a evasão da receita decorrente do evento esportivo.
[b]Art. 22.[/b] São direitos do torcedor partícipe:
I - que todos os ingressos emitidos sejam numerados; e
II - ocupar o local correspondente ao número constante do ingresso.
§ 1o O disposto no inciso II não se aplica aos locais já existentes para assistência em pé, nas competições que o permitirem, limitando-se, nesses locais, o número de pessoas, de acordo com critérios de saúde, segurança e bem-estar.
§ 2o missão de ingressos e o acesso ao estádio na primeira divisão da principal competição nacional e nas partidas finais das competições eliminatórias de âmbito nacional deverão ser realizados por meio de sistema eletrônico que viabilize a fiscalização e o controle da quantidade de público e do movimento financeiro da partida.
§ 3o O disposto no § 2o não se aplica aos eventos esportivos realizados em estádios com capacidade inferior a vinte mil pessoas.
[b]Art. 23.[/b] A entidade responsável pela organização da competição apresentará ao Ministério Público dos Estados e do Distrito Federal, previamente à sua realização, os laudos técnicos expedidos pelos órgãos e autoridades competentes pela vistoria das condições de segurança dos estádios a serem utilizados na competição.
§ 1o Os laudos atestarão a real capacidade de público dos estádios, bem como suas condições de segurança.
§ 2o Perderá o mando de jogo por, no mínimo, seis meses, sem prejuízo das demais sanções cabíveis, a entidade de prática desportiva detentora do mando do jogo em que:
I - tenha sido colocado à venda número de ingressos maior do que a capacidade de público do estádio; ou
II - tenham entrado pessoas em número maior do que a capacidade de público do estádio.
[b]Art. 24.[/b] É direito do torcedor partícipe que conste no ingresso o preço pago por ele.
§ 1o Os valores estampados nos ingressos destinados a um mesmo setor do estádio não poderão ser diferentes entre si, nem daqueles divulgados antes da partida pela entidade detentora do mando de jogo.
§ 2o O disposto no § 1o não se aplica aos casos de venda antecipada de carnê para um conjunto de, no mínimo, três partidas de uma mesma equipe, bem como na venda de ingresso com redução de preço decorrente de previsão legal.
[b]Art. 25.[/b] O controle e a fiscalização do acesso do público ao estádio com capacidade para mais de vinte mil pessoas deverá contar com meio de monitoramento por imagem das catracas, sem prejuízo do disposto no art. 18 desta Lei.
[/i]
Tirando todos os problemas de ingressos no Arruda, citados pelo amigo tricolor acima Bernard Rieux, pra começo de campeonato, o Santa jogou bem, só faltou sorte na conclusão. O mago Rosembrick fez muita falta ao Santa, se ele estivesse, dificilmente empataríamos, o time do figueirense, apesar da boa marcação, é muito fraco. Agora o Santa tem dois jogos difíceis fora do MUNDÃO, Internacional e São Paulo. SAUDAÇÕES TRICOLORES
é verdade. O setor de arrecadação do Arruda lembrava a Divina Comédia, com uma fila parecida com o inferno (sócios com pendências e sem ingresso) e outra com o purgatório (sócios em dia e sem ingresso), bem parecida com a primeira. Também não vi essa desgraça completa que estão pintando do jogo. O goleiro fez três defesas sensacionais. Com o Mago a gente teria se dado melhor. Agora, o que realmente ficou claro é que faltam opções para o banco, apesar dos dois garotos dos juniores terem entrado bem. De brincadeira, teve uma hora que eu gritei "bota Lecheva" no meio da galera e um cidadão ao meu lado ameaçou ter um enfarte
Emendando o comentário: o goleiro do Figueirense fez três defesas sensacionais, porque o nosso Gilmar quase não teve trabalho (porque também o ataque dos catarinenses é ruim pra cacete)
Concordo com os amigos acima. O time precisa melhorar, mas não foi tão ruim assim. Não é motivo pra ninguém desistir! É só o começo, vamos buscar essa vaga na sulamericana sim!
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