Os caminhos da vitória - parte I
Todos os homens do Arruda Por Samarone Lima (texto) e Inácio França (edição) Um trabalho silencioso, harmônico, marcado pelo profissionalismo, com um Departamento de Futebol afinado com o treinador Givanildo Oliveira. Foi assim que o Santinha iniciou a trajetória fulminante em 2005, conquistando o Campeonato Estadual (com uma rodada de antecipação), e chegando à tão sonhada Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. Quem atuou nos bastidores, sem alarde e conseguiu resgatar valores que o Santa tinha perdido, ao longo dos últimos anos? Anote o nome desses homens: Sílvio Belém, Edson Nogueira, Fred Carvalho e Rosemberg Rafael. Nos últimos dias, o Blog do Santinha foi em busca de cada um desses personagens, para fazer a série intitulada “Os caminhos da vitória”. Descobrimos que todos eles, por motivos que vamos conhecer nos próximos dias, estão fora do Santa Cruz. Saíram justamente quando o time já tinha conquistado o estadual, e já estava classificado para o primeiro quadrangular da série B. Ou seja: o Santinha já era um campeão e com aquele jeito de primeirona. Deu no que deu. O nascimento do time de 2005 Silvio Belém tem 65 anos e é formado em Direito há mais de 40 anos, mas sempre trabalhou como administrador. Procurador aposentado da Sudene, está há 12 anos como diretor administrativo do Colégio e Curso Especial. Magro, sereno e jeito manso de falar, foi diretor de futebol do Santa de 1985 a 1988. Ou seja: por trás do seu trabalho, está aquele inesquecível bi-campeonato, em plena Ilha do Retiro. Dos 65 anos de idade, contabiliza 60 de vínculo com o Mais Querido. Um dos tios, Antônio Belém, foi diretor do Santa durante 15 anos. “A programação do domingo era almoçar na casa do tio, e depois ir ao Arrudão”. Quando recebeu o título de sócio benemérito do Santinha, Sílvio recusou. Para ele, antes o título deveria ser entregue ao tio, e assim foi feito. Sílvio conta que a primeira grande tacada da gestão foi a contratação do treinador Givanildo Oliveira. O “mago”, como é chamado na intimidade, só veio por conta da amizade com Edson Nogueira. A preferência do presidente Romerito Jatobá, no início do ano, era pelo treinador Maurício Simões, que é treinador do Treze, de Campina Grande. “Edinho disse: ‘eu vou trazer o mago’. A gente sabia que seria difícil, porque ele estava ganhando R$ 45 mil no Paissandu. Veio ganhando R$ 17 mil única e exclusivamente por conta da amizade com Edinho”, lembra Belém. Faltavam 20 dias para o início do Estadual e o Santa tinha apenas uma sobra de time, depois do fracasso do ano anterior. Sem goleiro, o clube dispunha de Neto, Andrade (em fase de recuperação), Valença, o mediano Roberto, Carlinhos Bala e o ainda problemático Rosembrick, que ainda não tinha deslanchado. Pior que a falta de jogadores era a falta de credibilidade do clube. Conhecido por atrasar salários, não respeitar compromissos, com a fama de “afundado” na praça, era difícil conseguir contratar jogadores. “A imagem do Santa era muito ruim. O clube tinha fama de mal pagador, diziam que aqui ninguém recebia, e isso era muito ruim”, lembra Rosemberg Rafael, 34 anos, dono da Exata Turismo, que fez parte da Diretoria de Futebol. Ele credita a Givanildo e Edson Nogueira o resgate da imagem do clube. “Facilitou muito a presença de Givanildo, que é muito conceituado, que está sempre buscando o melhor para o grupo, além do nome de Edinho, que conseguiu patrocínios importantes para o Santa, lembra Rosemberg. A comissão técnica começou a trabalhar numa já histórica lista, fornecida por Givanildo. Era a “lista dos 28”, onde o treinador apontava suas preferências. “Começamos a trabalhar em cima da lista, mas desses, vieram apenas quatro”, recorda Belém: Marquinho (que teve problemas no coração e foi dispensado) Osmar (vindo do América-MG). Salário inicial: R$ 8 mil, e R$ 10 mil na série B. Zada (tinha jogado no Fortaleza) Salário inicial: R$ 15 mil no estadual, e R$ 17 mil na série B. Marco Antônio: (passe pertence ao empresário João Feijó) Começou, então, o trabalho de garimpagem de outros reforços. Foi neste momento que brilhou o trabalho silencioso do Departamento de Futebol, sempre com o aval de Givanildo. Foram contratados 11 jogadores.
continua... (previsão para próxima postagem: 12h37min)
4 Comments:
Sama, já são 12:48 e trinta e seis segundos. Agora, já são 11 minutos e trinta e...nove segundos de atraso. Vamo ver aí !
Acho que já pode retirar esse link para o blog do Grêmio, não?
ei, grêmio, vá tomar no cú!!!
Time medíocre do carai!!!!
quando o Grêmio diz que foi um feito do kct ganhar o jogo dessa forma esquece que do outro lado estava o Nauticu... lamentável!!!
N - A - ÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚÚ...
Sueldson
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